Candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) chegou para votar por volta das 9h deste domingo na Escola Estadual Delfim Moreira, no centro de Araxá (MG), na região do Triângulo Mineiro. Zema entrou na sala de votação sozinho. Apesar da proibição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele entrou com o celular na cabine de votação. Zema disse a jornalistas que "vai continuar a luta" independentemente do resultado da eleição. Nas últimas pesquisas Datafolha e Quaest, divulgadas no sábado (3), o ex-governador não pontou. Em pesquisas anteriores, ele registrava entre 1% e 2% das intenções de voto. O candidato sofreu pressão da ala bolsonarista do partido, nas últimas semanas, para renunciar à candidatura e apoiar o candidato Flávio Bolsonaro (PL), numa tentativa de fazer 'voto útil' para o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Vou continuar denunciando tudo que está errado. Já estou respondendo um processo do ministro Gilmar Mendes e isso não me amedronta em absolutamente nada. Já vasculharam a minha vida, não fui eu que tive contato com banqueiro bandido do [Daniel] Vorcaro, não fui eu que fiz contrato, não fui eu que fui em festa, degustação, peguei carona no jatinho. Quem é aqui de Araxá conhece a minha vida, a da minha família. Nós sempre vivemos do nosso trabalho, nunca de fazer esses contratos que só quem é bandido consegue", afirmou o candidato.
"Vou continuar a luta, independentemente de resultado. Eu e os meus colegas de partido continuamos. Nós queremos e já provamos que é possível fazer uma política limpa, sem levar parentada" acrescentou.
Após a votação, Zema segue de carro para Belo Horizonte, e deve acompanhar a apuração dos votos no Bar da Esquina, no centro da capital mineira. Ao fim da apuração, o candidato concederá entrevista coletiva.
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