Fala, Galera! Romário na área! O Messi, um dos maiores jogadores de todos os tempos, anunciou sua aposentadoria da seleção argentina. Essa notícia simboliza o fim da era dos grandes craques. Hoje, o futebol é muito mais coletivo e tático do que baseado no talento dos grandes jogadores. Eu coloco o Messi, realmente, como um dos grandes gênios da bola de todos os tempos. Ele foi muito fod@! Ganhou tudo pelo Barcelona e pela seleção. Rivalidades à parte, não tem como não bater palmas pro cara. No começo da minha carreira, pensar em jogar bola era querer ser o Pelé ou o Maradona. Todo time tinha a referência de um jogador que era o melhor, quase sempre um meia habilidoso ou um atacante matador. O resto do time jogava em sua função e para ele. Assim a gente viu a seleção argentina fazer na última Copa. Nenhuma seleção adversária tinha dúvida sobre o jogador em quem eles deveriam fazer marcação especial e ter mais atenção durante a partida. Com a saída de Messi da seleção e o fim de sua carreira se aproximando, até por optar por jogar numa liga menos competitiva como a americana, o futebol mundial vai perdendo seu último grande craque. É a transição para um jogo mais coletivo, de velocidade e força. Os jogadores que exercem várias funções, inclusive marcar, hoje são os mais cotados. Na minha época, o cara que sabia tratar melhor a bola tinha preferência. Eu sabia fazer gol e, por isso, fui o melhor do mundo em 1994. Agora, é o que corre mais e sabe recompor. Uma merd@! Acho bem difícil surgir um novo Messi. Ou outro Pelé, Garrincha, Zico e Romário. Neymar talvez seja o último dessa linhagem, o tipo de jogador diferenciado, com um talento que resolve jogos. Desde a formação até o profissional, o que a gente vê agora, tanto no Brasil quanto no resto do mundo, é um sistema de jogo que não incentiva mais o talento individual. Cada jogador vira uma peça no tabuleiro. O improviso, que é a marca do craque, é cada vez menos incentivado nas escolinhas e nos gramados. Quem perde com isso é o torcedor, que não tem mais visto espetáculo em campo. Porr@, antigamente a gente ia pro Maraca ver o craque do nosso time arrebentar e levantar a torcida. Ver aquela jogada que vale o ingresso. Hoje, com o jogo coletivo, o que vale é a obediência tática e não o talento individual. Saudades daquilo que vivemos!
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Romário: Messi dá adeus à seleção argentina, e é bem difícil que surja outro como ele
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