Uma empresa americana de robótica quer levar robôs humanoides para a fronteira dos Estados Unidos com o México.
A ideia é usar as máquinas para patrulhar áreas de difícil acesso, identificar pessoas e alertar agentes humanos sobre possíveis travessias da fronteira.
A proposta é da Foundation, desenvolvedora do robô humanoide Phantom.
Sankaet Pathak, fundador e CEO da companhia, afirmou à Fox News Digital que a tecnologia já foi demonstrada a integrantes do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.
Phantom seria usado para controle na fronteira, disse fundador da Foundation
Divulgação
Segundo o executivo, a Foundation mantém conversas com diferentes órgãos ligados à segurança nacional americana, incluindo Força Aérea, Marinha, Exército e o próprio DHS.
“Continuamos mantendo diálogos.
Estamos começando a negociar contratos e algumas aplicações para eles”, afirmou Pathak.
Apesar das conversas, não existe atualmente nenhum acordo formal entre a Foundation e o DHS.
Um porta-voz do departamento afirmou à Fox News Digital que o órgão não possui acordos, projetos-piloto ou contratos principais ativos com a empresa.
A proposta da Foundation é usar o Phantom principalmente em atividades de reconhecimento e vigilância.
De acordo com Pathak, o robô consegue distinguir seres humanos de outros obstáculos, percorrer terrenos irregulares de forma autônoma e mapear o ambiente ao redor.
A ideia é que os humanoides possam circular por locais nos quais pessoas, veículos, drones e câmeras fixas enfrentam dificuldades.
Túneis existentes ao longo da fronteira também são apontados pelo executivo como uma possível aplicação futura.
“Se drones e torres de vigilância fossem capazes de resolver tudo, por que ainda temos humanos na fronteira?”, questionou Pathak.
No modelo imaginado pela empresa, os robôs realizariam a vigilância de forma autônoma e identificariam atividades consideradas relevantes.
A decisão sobre uma eventual intervenção, porém, continuaria nas mãos dos agentes humanos.
“Eles detectariam e então sinalizariam, e um humano decidiria qual seria o próximo passo necessário”, afirmou.
Pathak também disse que os robôs poderiam permanecer em operação 24 horas por dia, reduzindo a necessidade de colocar agentes em determinadas áreas.
Segundo ele, a Foundation poderia realizar um projeto-piloto imediatamente e ampliar a operação nos próximos meses.
Um dos principais obstáculos, entretanto, ainda é a resistência às condições climáticas.
A atual versão do Phantom possui limitações para operações externas.
A empresa espera lançar nos próximos meses uma segunda geração do humanoide, projetada para ser à prova d'água e de poeira e mais resistente para trabalhos ao ar livre.
Embora a proposta inicial seja concentrada em vigilância e reconhecimento, Pathak afirmou que a empresa estaria disposta a equipar os robôs com armas caso isso fosse solicitado pelo governo federal.
O executivo ressaltou, porém, que não prevê, no futuro próximo, que as máquinas tomem autonomamente decisões relacionadas à fiscalização da fronteira.
Mais Lidas
