Rita Batista fala da estreia como atriz em novelas e de seu casarão histórico em Salvador

 

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Após deixar o "É de casa" em novembro, Rita Batista fez recentemente a sua estreia nas novelas em "A nobreza do amor". Na trama, ela interpreta a guerreira Ladisa, uma mulher que vive o luto pelo marido assassinado e transforma a dor em combustível para a resistência do reino fictício de Batanga. Ela fala sobre a transição de carreira dentro da TV:

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— Sou telespectadora de novela, rata de Vale a Pena Ver de Novo desde sempre. A TV Globo foi colocando um melzinho na minha boca com as participações que fiz como eu mesma em outras novelas. Senti vontade de defender um personagem, ter uma caracterização, uma prosódia diferente e intencionar um texto escrito para outra pessoa. No ano passado, decidi me voluntariar. Pedi um teste e, em novembro, veio o resultado.

O novo ritmo exigiu escolhas e mudanças, já que a rotina de gravações impediu a permanência no programa semanal:

— Agenda de novela não obedece a ritmo de programa. Tem locação, cidade cenográfica, possibilidade de chuva e cancelamento de gravação. Não dá para ser uma visitante em um programa permanente. Quis experienciar isso, estudar e aprender com uma equipe incrível. Saí em novembro para as férias e voltei já imersa na novela.

Rita conta que a preparação para o trabalho a fez revisitar a história de suas antepassadas, mulheres pretas que enfrentaram os mais diversos desafios:

— Detesto quando dizem: 'Rita, você é uma guerreira'. Não é elogio; é desculpa do patriarcado para nos sobrecarregar. Guerreira é a Xena ou a Ladisa, que enfrenta uma guerra de fato. Isso é desculpa para nos sobrecarregar cada vez mais, fingindo que é um elogio. Queria ter mais possibilidade desses registros (das antepassadas), mas a escravidão apagou boa parte da nossa memória. Fica tudo na tradição oral.

Quando não está trabalhando, a atriz aproveita a sua casa. Ela mora numa residência de 80 anos em Salvador, no histórico bairro dos Barris. Rita acredita que o encontro com o imóvel foi um "ordenamento divino" em meio à pandemia:

— Morava em um apartamento antigo e disse ao meu marido na época: 'A gente não sabe quanto tempo vai durar a pandemia, acho bom procurar uma casa'. Ele achou que eu estava maluca. Em um período de flexibilização, passei por essa rua, que fica colada ao templo da Sukyo Mahikari (organização espiritualista japonesa), do qual sou membra. Marcel (ex-marido) e eu nos conhecemos lá, namoramos lá e nos casamos lá. Vi a placa de vende-se ou aluga-se e, quando entrei, senti que era aquele lugar.

A mudança para a "Casa da Sorte", como a construção foi carinhosamente batizada por Rita, coincidiu com o convite da TV Globo para ser repórter em São Paulo e com o fim do casamento:

— Entrei na casa no dia 2 de novembro e, no dia 24, a Globo me chamou para estar em São Paulo em dezembro. A casa estava bagunçada, nada no lugar, meu filho pequeno. Mas fui e segui desde 2020 migrando e mudando. Recebo a luz de Deus todos os dias aqui na casa.

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Além da novela, ela se dedica ao livro "A vida é um presente 2" (Editora Planeta), que já está nas livrarias. A obra reflete esse turbilhão de mudanças e a importância do autoconhecimento:

— É preciso que a gente se observe, se conheça e tenha certeza de quem somos. Lá atrás, quando comecei a sentir vontade de atuar, já estava pedindo. Quando saí da TV local em 2020 e me perguntaram o que ia fazer, já sentia que o papel ali estava cumprido. As coisas se encadeiam de uma forma que não é possível ser apenas coincidência.

Confira fotos da "Casa da Sorte", de Rita Batista

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Casa da Rita Batista

Divulgação/ Gabriela Daltro (foto da casa) e Caio Lírio