Rinoceronte-branco do zoológico de Paris é transferido para o México para preservar a diversidade genética da espécie; entenda

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Com tristeza e muito esforço, a equipe do parque zoológico de Paris se despediu do rinoceronte-branco Wami, transferido para o México para garantir a diversidade genética desta espécie ameaçada. O animal, de 15 anos e 2,4 toneladas de peso, foi transportado na terça-feira (20) à tarde até um avião que o levou rumo a Guadalajara, onde se encontra um dos principais recintos zoológicos do México. Despedida: Dois últimos pandas na França vão voltar para a China em dezembro, deixando país sem espécime pela primeira vez desde 2012 Ping Ping e Fu Shuang: China envia dois pandas-gigantes aos EUA Foram necessárias mais de uma hora para que o rinoceronte entrasse no contêiner no qual viajou durante 12 horas, em um avião de carga fretado para a ocasião. — Na Europa, o programa de reprodução está muito saturado — explica à AFP Alexis Lécu, diretor científico do parque zoológico de Paris, onde permanecem um macho e duas fêmeas após a partida de Wami. — A reprodução funciona bem e há cada vez menos espaço — acrescenta. Icônico rinoceronte-branco Wami voou para o México para ajudar a garantir a diversidade genética dessa espécie ameaçada de extinção Simon Wohlfahrt / AFP Atualmente, existem 326 rinocerontes-brancos nos 83 parques da Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (EAZA), com entre 5 e 10 nascimentos por ano. Sua expectativa de vida em cativeiro pode alcançar os 35 a 40 anos. — [Por isso] Começamos a trabalhar de maneira mais ampla com nossos colegas do outro lado do Atlântico — assinala o veterinário. Entenda: Baleias mortas em costa da região da Patagônia Argentina são desafio de destinação das carcaças que chegam às praias O objetivo é "não perder a diversidade genética" desta espécie classificada como "quase ameaçada" pela UICN, ressalta. — O esperma de Wami já foi utilizado para reprodução artificial em outros parques da Europa. Mas seu capital genético é ainda mais importante em um continente onde não há nenhum de seus ancestrais. Na natureza, restam apenas entre 16 mil e 17 mil indivíduos distribuídos em 5 ou 6 países africanos. — [A sobrevivência dos rinocerontes-brancos] Realmente está por um fio, o que faz com que o número de animais em cativeiro na Europa e no continente americano desempenhe um papel importante — adverte. A viagem de Wami exigiu uma longa preparação, "para antecipar todos os problemas", explica Fabrice Bernard, tratador-chefe do parque zoológico de Paris. Um dos obstáculos foi, por exemplo, o fechamento da porta do contêiner. Era muito lento e as equipes do zoo tiveram que acelerá-lo para evitar que o animal saísse de forma precipitada. — É estressante para todos mover um animal que pesa 2,4 toneladas e que tem uma força colossal — aponta Lécu. — [Para garantir seu bem-estar] Usamos produtos que permitem tranquilizá-lo de forma suave, mas prolongada, para cobrir a viagem e a aclimatação lá — assegura.

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