Justiça do DF negou pedido para obrigar o jogador a apagar publicações sobre a Ilha Comprida, em Angra dos Reis; processo segue em andamento e prevê a citação do atleta O jogador Richarlison obteve uma decisão favorável na Justiça do Distrito Federal em uma ação movida pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens S/A e pelo advogado Willer Tomaz.
O processo está relacionado a manifestações do atleta sobre uma disputa envolvendo a Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Conforme informações publicadas pelo jornal Estado de Minas, a Justiça negou um pedido de tutela de urgência apresentado pelos autores da ação.
Eles pretendiam obrigar o jogador a apagar publicações nas redes sociais, impedir novas manifestações de teor semelhante e receber R$ 200 mil por danos morais. A decisão considerou, entre outros pontos, que não havia comprovação de que os conteúdos questionados ainda estavam disponíveis nas redes sociais.
O magistrado também apontou que proibir antecipadamente novas manifestações poderia configurar censura prévia. Apesar da decisão favorável ao jogador nesse pedido, a ação continua em andamento.
Em uma decisão posterior, a Justiça recebeu um aditamento apresentado pelos autores e determinou providências para que Richarlison seja formalmente citado. Em consulta à movimentação processual, o ND Mais identificou uma decisão posterior relacionada ao andamento da ação.
No documento, o juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, recebeu um aditamento apresentado pelos autores. A manifestação acrescenta ao processo uma publicação atribuída a Richarlison, datada de 24 de setembro de 2026.
O magistrado considerou que, como o jogador ainda não havia sido citado, os autores poderiam acrescentar novos fatos à causa de pedir, conforme prevê o artigo 329 do Código de Processo Civil. Na mesma decisão, o juiz determinou a expedição de uma carta precatória à Comarca do Rio de Janeiro para que Richarlison seja citado e tome conhecimento formal da ação.
O documento também esclarece que uma eventual citação por hora certa dependerá da análise do juízo responsável pelo cumprimento do mandado, caso sejam identificados os requisitos legais para essa modalidade. Richarlison explica caso da ilhaVídeo: Richarlison/richarlison/Instagram
A disputa envolve uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Segundo informações publicadas no Instagram do atleta, Richarlison afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões no imóvel, em 2020, por meio da empresa Sport 70 Intermediação de Negócios LTDA.
O jogador sustenta que os direitos sobre a área teriam sido transferidos de forma irregular para a empresa WT Administração de Imóveis e Bens S/A, ligada ao advogado Willer Tomaz. A versão apresentada pelos autores da ação é diferente.
Eles contestam as manifestações do atleta e afirmam que a aquisição dos direitos sobre o imóvel ocorreu de forma regular, com respaldo em registros e decisões judiciais anteriores. Segundo o relato apresentado pelos autores no processo, Richarlison publicou, em 1º de julho de 2026, um comentário em um vídeo de terceiro e, em 4 de julho, um story no Instagram no qual afirmou que a propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, teria sido tomada dele.
Na manifestação, o jogador utilizou a expressão “a ilha que me tomaram” para se referir à disputa. Os autores também alegam que a pessoa que teria dado origem à narrativa se retratou publicamente e que o jogador foi notificado extrajudicialmente.
O caso também entrou no radar da Polícia Federal. Conforme informações publicadas pela CNN Brasil, a apuração sobre a disputa da ilha foi incluída no mesmo inquérito que investiga as relações entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz.
Com o recebimento do aditamento e a determinação de expedição da carta precatória, o processo segue em andamento. Richarlison deverá ser citado formalmente para que possa apresentar sua defesa.
A decisão posterior analisada pelo ND Mais não representa um julgamento definitivo sobre o mérito da ação nem determina quem tem razão na disputa envolvendo a propriedade da ilha. O ND Mais tentou localizar a defesa de Richarlison e entrou em contato com o advogado e empresário Willer Tomaz para solicitar esclarecimentos sobre o processo.
Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações dos envolvidos.
Lidia Gabriella é repórter do ND Mais, no Núcleo Nacional, e acompanha de perto as tendências digitais e os assuntos que mais repercutem no noticiário brasileiro e mundial. Curiosa e atenta aos temas que movimentam o país, escreve sobre comportamento, entretenimento, ciência, astrologia e assuntos que repercutem nas redes e no cotidiano dos leitores.
É jornalista em formação pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e atua na área esde 2022. Tem experiência em portal de notícias e assessoria de comunicação no Ceart-Udesc.
Participou de coberturas de Carnaval, Olimpíadas e das enchentes no Rio Grande do Sul. Também cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, focada na produção de matérias factuais sobre o andamento do pleito em diversas cidades do Brasil.
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