Uma reportagem publicada pela revista britânica The Economist, conhecida pelo posicionamento liberal, questiona se o presidente e candidato à reeleição Lula (PT), na qual é chamado de 'zebra', por não estar a frente nas pesquisas, ainda teria uma última carta na manga. O texto, publicado nessa quarta-feira (21), destaca a disputa acirrada e a distância nas pesquisas entre um e dois pontos percentuais, lembrando que ninguém que perdeu no primeiro turno conseguiu virar, mas dizendo que Lula 'se recusa a ser derrotado' por Flávio Bolsonaro (PL). 'Será que ele consegue, agora, protagonizar uma reviravolta?', questiona a revista. A publicação lembra de diversas medidas adotadas por Lula desde então, como perdão de dívidas de pequenas empresas, transporte gratuito, fim da escala 6x1, apoio a redução da maioridade penal, reajuste do Bolsa Família e proibição das apostas esportivas. Para a The Economist, há algum efeito nas medidas, mas destacando que as pesquisas falharam em captar 'o sentimento de direita, inclusive antes do primeiro turno, em 4 de outubro, quando as pesquisas apontavam Lula com vários pontos de vantagem'. Em resposta, Flávio estaria reagindo a medidas, fazendo promessas populistas em seu governo e votando em assuntos que discordava, como a redução da escala 6x1. É destacado também que o senador e candidato gastou mais que a campanha de Lula no impulsionamento nas redes sociais. 'Antes do primeiro turno da eleição presidencial, a campanha de Bolsonaro gastou pelo menos US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) para impulsionar seu conteúdo online. A campanha de Lula gastou pouco menos de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões)s, embora tenha distribuído muitos adesivos com o seu rosto'; A publicação ainda diz que, com o pouco tempo que falta, Lula e sua campanha esperam que 'os métodos tradicionais ainda se mostrem os melhores'. Lula protocola no TSE nesta quinta (22) autorização para atender condições de Flávio sobre sigilos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) são candidatos à Presidência da República Brenno Carvalho / Agência O Globo e Marina Uezima/Brazil Photo Press/Agencia O Globo A campanha do presidente Lula vai protocolar hoje no TSE a autorização para atender às condições impostas pelo candidato Flávio Bolsonaro para abrir os sigilos bancário e telefônico. O ex-ministro Camilo Santana afirmou que Lula não se opõe às exigências do rival para aceitar o desafio do presidente. A campanha petista cobrou que Flávio também apresente a autorização até as 11h no Tribunal Superior Eleitoral. Flávio Bolsonaro afirmou que aceita abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que Lula inclua outras pessoas na medida, como o ex-assessor conhecido como Marcola. Durante ato de campanha em Belo Horizonte, o presidente Lula comparou o desafio do sigilo ao jogo de truco, e voltou provocar o adversário.
Revista britânica questiona se Lula, agora 'zebra', ainda tem última carta na manga para vencer eleições
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