Review | PRAGMATA encanta com protagonistas carismáticos e combate intenso

 

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PRAGMATA é o novo game de ficção científica com elementos de ação e aventura da Capcom. Desenvolvido como uma nova IP, o título chamou a atenção dos fãs desde os primeiros trailers, principalmente pela carismática protagonista Diana. A personagem é uma Pragmata, termo que dá nome ao jogo, e se apresenta como uma androide curiosa com aparência de criança. Ela se junta a Hugh logo no começo da trama, quando o oficial se desencontra de seu grupo após uma missão falhar em uma estação lunar dedicada a estudos. O que mais surpreende logo de cara o jogador é o combate, que exige coordenar movimentos de ataque de Hugh com o sistema de hacking de Diana.

E não se engane: não é possível controlar um ou outro. Você controla os dois ao mesmo tempo, o tempo inteiro — e aí está o desafio. Para além da parceria em combate, a dupla desenvolve uma relação forte ao longo do enredo, que funciona como o verdadeiro motor da narrativa e mantém o jogador engajado por longas horas de gameplay que passam rápido. Com lançamento previsto para 17 de abril de 2026, PRAGMATA é um jogo encantador que o TechTudo pôde testar de maneira antecipada. O título chega para PlayStation 5, Xbox Series X, Xbox Series S, Nintendo Switch 2 e PC via Steam, com preços a partir de R$ 259,90. Confira, a seguir, as impressões completas do game.

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PRAGMATA

Reprodução/PRAGMATA

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PRAGMATA vale a pena?

PRAGMATA é um ótimo jogo focado na história. Em uma indústria cada vez mais voltada para experiências live service, é interessante observar como a Capcom segue nadando contra essa corrente, entregando títulos com narrativas ambiciosas. O que mais surpreende logo de cara é o combate.

A dinâmica entre Hugh e Diana é muito bem coordenada, e o jogador precisa entender como usar o que cada protagonista tem de melhor para vencer inimigos e avançar pelos cenários. Afinal, o oficial depende da androide para ter sucesso na missão, e o contrário também acontece. O sistema de upgrades também é responsivo e, principalmente, recompensador, já que premia aqueles usuários que exploram cada canto dos cenários da base espacial.

PRAGMATA

Reprodução/Victor Bastos

O carisma dos personagens é outro ponto alto. A escolha dos desenvolvedores em apostar em uma dinâmica semelhante à de pai e filha se mostra acertada à medida que o jogo avança e Diana passa a dominar melhor suas habilidades. As conversas bem-humoradas e a clara falta de paciência de Hugh com a androide, que é extremamente curiosa, criam um cenário muito favorável para aquilo que a Capcom faz de melhor: protagonistas marcantes.

Para além da dupla, os coadjuvantes também funcionam bem, com destaque para Cabin, um robô carismático que permite modificar o Abrigo.

PRAGMATA

Reprodução/Victor Bastos

Sem tirar seus méritos, PRAGMATA é correto em tudo o que se propõe, mas parece perder fôlego em alguns momentos. Apesar do combate ser bem desenvolvido, faltam elementos que tornem cada batalha realmente única. O áudio do jogo também apresentou problemas de sincronia durante a minha experiência, principalmente durante cutscenes.

Mesmo assim, é inegável que a Capcom acertou a mão novamente e torna o ano de 2026 um dos mais memoráveis para os fãs da empresa.

História de PRAGMATA ganha tração na relação entre Diana e Hugh

A história de PRAGMATA se passa em um futuro próximo, décadas após a descoberta do minério conhecido como lunum. O material tem a capacidade de replicar qualquer objeto a partir de dados previamente disponíveis, o que impulsionou o desenvolvimento de centros de pesquisa na Lua.

O enredo começa quando uma dessas estações perde completamente o contato com a Terra de forma repentina, sem qualquer aviso. Diante da situação, uma equipe de investigação é enviada ao local para apurar as causas do desaparecimento dos sinais.

PRAGMATA

Reprodução/PRAGMATA

Ao chegar à base, no entanto, o grupo é surpreendido por um terremoto lunar de grande magnitude, que compromete a operação. Durante o caos, o integrante Hugh Williams acaba se separando da equipe. Ferido e inconsciente, ele é resgatado por Diana, uma androide de origem desconhecida que possui aparência de criança. O objetivo é entender o que está por trás disso, reencontrar os colegas e voltar para casa.

A premissa é interessante, mas não é o principal fio condutor da trama. O ponto mais valioso de PRAGMATA está no desenvolvimento da relação entre Diana e Hugh, que evolui de uma parceria forçada para um vínculo de proteção que remete a pai e filha, em uma dinâmica que lembra a dupla Joel e Ellie em The Last of Us.

PRAGMATA

Reprodução/Victor Bastos

Um dos momentos mais marcantes da jornada acontece quando a androide entrega um desenho ao protagonista, representando as aventuras dos dois. A cena, que depende da interação do jogador, reforça o cuidado da narrativa com a construção emocional dos personagens.

Outro destaque está nos presentes que Diana encontra ao longo da história. Durante a exploração, é possível coletar memórias de itens da Terra, como um escorregador ou uma cesta de basquete, objetos com os quais a robô nunca teve contato. Ao entregá-los, o jogo recompensa o jogador não apenas com moedas, mas também com cenas delicadas da personagem interagindo com esses itens, como uma criança descobrindo algo novo. Um grande acerto da Capcom, que caminha para eternizar os personagens em um seleto hall de protagonistas.

PRAGMATA

Reprodução/Victor Bastos

Combate cria uma nova dinâmica com elementos de hacking

Preciso admitir que o combate é bem interessante. Existe a crítica relacionada a pouca variedade de inimigos, principalmente nas primeiras fases do game, mas isso se torna pequeno comparado ao potencial dessa dinâmica. Basicamente, não existe a opção de jogar apenas com Hugh ou somente com Diana. Você joga com os dois ao mesmo tempo, o tempo inteiro.

Por isso, é importante entender que atirar não resolve tudo. Antes de causar dano real aos inimigos, é necessário utilizar o hack de Diana, que funciona quase como um minigame integrado à ação e expõe pontos fracos e brechas dos oponentes.

Do outro lado, Hugh precisa se reposicionar, manter distância nos momentos certos e, principalmente, sobreviver. E você, caro leitor, precisa dar conta de tudo isso ao mesmo tempo. É justamente essa dinâmica que faz o combate funcionar tão bem.

PRAGMATA

Reprodução/Victor Bastos

Portanto, diferentemente da maioria dos títulos focados em história, não é só mirar e atirar. É preciso equilibrar risco e estratégia, escolhendo entre manter Hugh seguro ou partir para um hack mais agressivo em meio ao caos.

O sistema de upgrade também reforça essa ideia. Existe uma skill tree para cada elemento: Armadura de Hugh, arma primária e hacking de Diana. Eu, particularmente, escolhi tornar Diana a peça central em minha gameplay, focando todos meus pontos de melhoria em suas habilidades.

PRAGMATA

Reprodução/Victor Bastos

Por fim, as armas também acompanham essa lógica. Opções de longo alcance ajudam no controle dos combates, mas ainda dependem dos hacks para atingir todo o potencial. Já equipamentos de impacto criam oportunidades ao derrubar inimigos e deixá-los vulneráveis, facilitando a execução das ações de Diana. Até itens de suporte entram nessa dinâmica, ampliando as possibilidades e incentivando o jogador a experimentar diferentes formas de enfrentar cada situação.

Jogo incentiva que jogadores experimentem durante a exploração

É impossível falar da exploração do game sem antes falar sobre os cenários. O conceito por trás do jogo proporciona experiências curiosas, que incluem uma representação bem fidedigna de Nova York. É nesse cenário, inclusive, umas das primeiras batalhas desafiadoras de PRAGMATA. Para além desses cenários grandiosos, é nos cantos do mapa onde estão as melhores recompensas, que garantem principalmente recursos para a evolução dos equipamentos de batalha.

Em certo ponto, me deparei com uma parede com fundo falso, que me apresentou um belíssimo baú com itens. Vale a atenção ao longo da trama para deixar passar nada.

PRAGMATA

Reprodução/Victor Bastos

Uma novidade trazida pelos desenvolvedores e que precisa ser exaltada são os pontos de salvamento que existem ao longo da trama. Eles permitem que o jogador volte ao Abrigo e, quando desejar, retome ao exato ponto onde parou. Para mim foi extremamente útil esse cuidado, já que me permitiu realizar ajustes fundamentais. Existem armas que não funcionam bem contra certos inimigos, por exemplo. Eu pude me reorganizar por lá e estruturar meu avanço pelo cenário. O mesmo ocorreu quando surgiu uma modificação mais interessante ou quando obtive recursos suficientes para investir em upgrades.

Explore, procure por segredos e volte em fases anteriores para ter certeza que nada escapou. Essa é a dinâmica que norteia a gameplay em PRAGMATA.

PRAGMATA

Reprodução/Victor Bastos

Desempenho e gráficos surpreendem no PC

Preciso admitir que PRAGMATA chama atenção logo de cara no visual. A direção artística da base lunar é muito bem trabalhada, com ambientes que misturam tecnologia avançada e um certo vazio desconfortável, reforçando o clima de ficção científica. Em alguns momentos, principalmente nas áreas mais abertas ou iluminadas por neon, o jogo realmente impressiona pelo nível de detalhe.

Pude experimentar pela primeira vez um game desse tamanho no PC. Eu sou um cara do console. Joguei a minha vida inteira no PlayStation e Xbox, então é desse mundo que vim e nesse cenário que me acostumei. Mas a realidade é que me surpreendi com a otimização de PRAGMATA para o computador, mesmo em máquinas mais modestas.

Para esse teste, utilizei a seguinte configuração:

Processador: Intel Core i7-7700K @ 4.20 GHz

Memória RAM: 16 GB

Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 5060 (8 GB)

Armazenamento: SSD de 2 TB

Além disso, também tive contato com uma máquina mais modesta, equipada com uma NVIDIA GeForce GTX 1650. A diferença é abissal, eu sei, mas nenhuma das duas placas de vídeo decepcionou — muito pelo contrário. Na configuração mais simples, não pude aproveitar ao máximo a beleza do jogo. Cores menos vivas, modelagem dos personagens com poucos detalhes (o cabelo nem se fala) e um pouco de serrilhado, tudo isso cravado em 30 FPS. Mesmo assim, nenhum problema para rodar PRAGMATA.

PRAGMATA

Reprodução/Victor Bastos

Já na RTX 5060, a experiência muda completamente de patamar. O jogo ganha mais vida, com iluminação mais refinada, texturas mais nítidas e um nível de detalhe muito mais evidente nos cenários e personagens. Na minha experiência, o desempenho também foi extremamente sólido, com o FPS cravado em 60 quadros por segundo na maior parte do tempo, garantindo uma fluidez consistente mesmo em configurações mais altas.

Vale destacar também as configurações utilizadas durante os testes: sincronização vertical ativada, Ray Tracing ligado, upscaling por meio do NVIDIA DLSS e qualidade gráfica no preset Alto (com Ultra sendo o nível máximo disponível). Mesmo com todos esses recursos ativos, o jogo conseguiu manter estabilidade e entregar uma experiência bastante equilibrada entre qualidade visual e performance.

PRAGMATA não proporciona um salto absurdo em relação a outros títulos da geração atual, mas existe um capricho visível, principalmente na ambientação e na construção dos espaços.

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