Review | EA FC 27 é mais do mesmo e franquia parece ter atingido o teto

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Fonte da notícia: Techtudo Techtudo

EA Sports FC 27 chega com a missão de renovar a franquia, mas aposta principalmente em mudanças pontuais. Disponível a partir de 25 de setembro para PlayStation 5 (PS5), PlayStation 4 (PS4), Xbox Series X, Xbox Series S, Xbox One, Nintendo Switch 2, Nintendo Switch e PC, o game traz o The Grounds, novo mundo aberto ligado ao Clubs, além de ajustes na gameplay e novidades no Ultimate Team, como a Galeria do FUT. Outros pontos de destaque estão no retorno de Botafogo e Bahia com 100% de licenciamento, nas mudanças mais discretas do modo Carreira e na defesa mais manual. Porém, após mais de 12 anos acompanhando a franquia, poucas novidades realmente conseguiram me empolgar. O TechTudo testou o game e te conta, a seguir, todos os detalhes sobre o título e se vale a pena comprar o jogo no lançamento. 🎮 Web App do EA FC 27: saiba como funciona e como acessar o Companion App 📲 Comparador de celulares do TechTudo: analise preços, ficha técnica e recursos Review EA Sports FC 27 Arte/TechTudo ➡️ Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews 📝 Quais são os dez melhores jogos na sua opinião? Comente no Fórum TechTudo

EA Sports FC 27 vale a pena? Jogo a franquia FIFA/EA Sports FC há mais de 12 anos e, todos os anos, espero ansiosamente pelo lançamento de uma nova edição. Em 2026, contudo, poucas das novidades anunciadas pela EA Sports realmente conseguiram me empolgar, com exceção da volta de times brasileiros totalmente licenciados, assunto que será abordado mais à frente. O The Grounds é uma tentativa honesta da EA de potencializar uma das maiores joias que a empresa sempre teve nas mãos: o Clubs. No entanto, ainda parece muito preso ao NBA 2K, que inspirou essa empreitada. Assim como acontece com outras novidades desta edição, a ideia ainda precisa de bastante lapidação para se tornar realmente marcante. Olhando para o passado recente da franquia, a sensação é de que o The Grounds está muito mais próximo do já falecido Volta do que do Ultimate Team, que continua sendo o grande carro-chefe de EA Sports FC. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo O modo Carreira, por sua vez, continua deixado de lado. As mudanças apresentadas são muito mais de estilo do que de conteúdo e não conseguem renovar de maneira significativa a experiência. É outro ponto da franquia que precisava de uma atenção especial para voltar a ser relevante. A sensação que fica é que, por não ter um potencial de monetização tão grande quanto o Ultimate Team, o modo Carreira continuará em segundo plano. Uma pena. Deixando de lado essa parte mais burocrática das novidades nos modos de jogo, é preciso falar sobre a gameplay. A sensação é de que o EA Sports FC 27 é praticamente o mesmo jogo em termos de jogabilidade em relação ao seu antecessor. Isso não significa que não existam melhorias importantes. A criação de jogadas recebeu ajustes, houve mudanças no estilo de corrida prolongada e os PlayStyles foram balanceados. Este último ponto merece destaque, já que o sistema acabou prejudicando a experiência do título anterior em alguns momentos. Ainda assim, são mudanças sutis quando comparadas ao conjunto da experiência. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo Por isso, a impressão é de que o EA FC 27 funciona mais como uma grande atualização de fim de temporada do que como um jogo completamente novo vendido por até R$ 700. Para quem jogou intensamente a edição anterior, é difícil justificar o investimento apenas pelas mudanças na gameplay. O EA FC parece ter chegado a um teto criativo. Há pelo menos três anos, a sensação é de que a franquia não apresenta uma inovação realmente capaz de transformar a experiência de maneira significativa. As novidades existem, mas parecem cada vez mais incrementais. Diante disso, talvez já tenha passado da hora de discutirmos se o lançamento anual de EA Sports FC realmente faz bem para a franquia. Na minha concepção, a série precisa de um respiro para que a EA possa repensar diversos aspectos do jogo. Honestamente, até recomendo para aqueles que amam a competição proporcionada pelo Ultimate Team e querem se manter atualizados em questão de elenco. Mesmo assim, faria esse investimento somente na edição mais barata. Agora, para aqueles que amam o modo Carreira, deixaria de lado, mesmo que a adição de Bahia e Botafogo totalmente licenciados seja um grande atrativo, senão o maior para nós brasileiros. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo Continuo sendo fã de EA Sports FC, que está entre os jogos que mais joguei em toda a minha vida. Ainda assim, é impossível ignorar a sensação de que a franquia me atrai cada vez menos a cada novo lançamento. 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Bem, eu particularmente penso em um grande campo, em um centro de treinamento moderno, com diversos campos de futebol, onde você pudesse ter várias maneiras de desenvolver o seu personagem Já a EA pensou por outro lado. Ela decidiu se assemelhar muito ao NBA 2K e fez uma cidade realmente voltada para o futebol. Existem bairros residenciais, alguns inspirados em Paris, outros na Argentina, e todos eles voltados para o futebol. Então, você está andando pela cidade e, do nada, encontra uma quadra ou uma região onde estão as quadras de futebol para jogos 2v2, 3v3 e por aí vai. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo Essa não é a minha maneira favorita de se fazer um mundo aberto de futebol, mas eu entendo. É realmente uma tentativa honesta da EA. E, pensando comercialmente, acho que todo o entorno do The Grounds existe porque a EA queria e precisava encontrar uma maneira de monetizar o modo Clubs. O modo Clubs é um dos mais populares do EA FC, com partidas 11v11. É realmente um dos modos mais divertidos e que mais permitem criar conteúdo para as redes sociais. E a EA nunca encontrou uma maneira realmente forte de monetizar esse tipo de conteúdo. Mas conseguiu fazer isso com o modo The Grounds. Naturalmente, essa junção dos dois modos pode assustar. Mas quero deixar claro que o The Grounds existe, mas não é obrigatório. Então, se você quiser simplesmente entrar no Clubs, por exemplo, pode pular toda essa parte do The Grounds e ir direto para o seu modo de jogo. Realmente, ele pode ser substituído pelo menu. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo Por outro lado, é muito interessante pensar que você pode evoluir o seu personagem dentro do The Grounds de diversas formas. Esse é realmente um ponto de acerto da EA. Existem jogos 2v2, 3v3 e os Kickabouts, que, na época do anúncio, até causaram certa confusão por parecerem muito bobos. E, de fato, podem ser brincadeiras um pouco mais simples do que a gente imagina que a EA poderia inventar. Mas eles não deixam de ser divertidos e garantem maneiras mais interessantes de acumular experiência para o seu personagem do Clubs do que os treinamentos que aconteciam nos últimos anos. Bem, mas, com todos esses pontos em foco, é preciso também discutir o que poderia ser melhor. O mundo aberto parece muito simples e pouco variado. Ao comparar com o NBA 2K, o que é inevitável, podemos perceber que o cenário do jogo de basquete é mais dinâmico, e muda conforme a temporada regular avança. E isso é muito mais fácil de fazer do que dentro do futebol, até porque a NBA é uma liga só de basquete, enquanto o futebol reúne diversas ligas. Então, realmente, é mais complicado fazer algo desse tamanho. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo Mas eu realmente fico muito curioso para saber os próximos passos e como a EA vai desenvolver esse modo mundo aberto a partir das temporadas e da progressão do seu passe de temporada. O fato é que, nesse primeiro momento, ficou uma sensação mista, de que poderia ter algo a mais. Eu acho que falta principalmente um trunfo para esse modo de jogo e que, nesse primeiro momento, a gente não tem. A movimentação do personagem é um pouco esquisita e a conexão pode ficar, em determinados momentos, um pouco pesada por terem diversas pessoas no mesmo servidor. Então, são pontos que precisam de ajuste e um pouco de equilíbrio. Acho que, para um primeiro momento, é um avanço interessante e, de fato, é uma reformulação muito bem-vinda de um dos principais modos do jogo, que mais atrai pessoas e que, honestamente, pessoalmente, eu sempre gostei muito. Mas acho que realmente o EA FC 27 será a base de teste para que o modo The Grounds se estabeleça. Meu único medo é de que ele não consiga tração e, assim como outros modos do passado da EA, morra antes do que devia. É o caso do modo Volta, por exemplo, que era um modo superinteressante no papel, mas que nunca foi bem desenvolvido pela empresa e logo perdeu espaço para o Rush, que ainda existe e segue no jogo, mas, novamente, também vem ocupando cada vez menos espaço e se tornando um complemento, sendo que ele poderia ser um modo único. Ultimate Team adiciona Galeria, mas gostaria de mais novidades Agora a gente vai falar do modo mais popular do EA FC, o Ultimate Team, que chega à edição 27 com pouquíssimas novidades. A principal delas é a Galeria do FUT, que é interessante, mas não justifica o investimento. A ideia da EA era fazer com que você se tornasse um colecionista e que fosse importante ter cartas, dando um motivo para juntá-las. Honestamente, se a gente parar para pensar, realmente existem cartas que todo mundo quer e outras que ninguém gostaria de ter no time e que todo mundo dispensa, como cartas mais simples, piores ou até cartas de bronze e prata. Também existem cartas de ouro que, apesar do overall alto, são ruins in-game. É o caso, por exemplo, de jogadores de nível 87 ou 88 que custam muito barato mesmo tendo um overall elevado. Portanto, a ideia aqui é transformar essas cartas que acabam sendo pouco utilizadas em um motivo para mantê-las, querer conquistá-las e até comemorar quando elas aparecem. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo A principal diferença da Galeria do FUT em relação ao sistema anterior é que as cartas passam a ficar registradas permanentemente na coleção, mesmo depois de serem vendidas no Mercado de Transferências ou utilizadas em um DME. Elas são organizadas automaticamente em coleções por ligas, clubes, seleções e campanhas especiais, e a qualidade das cartas reunidas influencia a classificação da coleção e as recompensas. Além disso, existem as Holographic Items, versões extremamente raras de cartas especiais que possuem os mesmos atributos das cartas tradicionais, mas contam com uma aparência exclusiva e contribuem mais para o progresso da Galeria. Também existem as Pristine Holographic, ainda mais raras, voltadas para quem realmente quiser completar as coleções. A EA também simplificou a classificação das cartas básicas. Bronze, Prata e Ouro deixam de ser divididas entre itens comuns e raros, tornando a organização da coleção mais simples. Basicamente, essa ideia de colecionismo funciona de algumas formas. A primeira delas é na própria Galeria do FUT, em que você usa essas cartas como se fossem figurinhas e precisa completar as coleções para ganhar recompensas. Existem cartas muito interessantes, como as de ex-jogadores brasileiros como Pato e Hulk, além de jogadores históricos do Ultimate Team, como o atacante Akinfenwa, conhecido pela força física tanto na vida real quanto no jogo. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo A segunda maneira é trocar essas cartas em formato de DME. Agora, os Desafios de Montagem de Elenco têm uma nova maneira de serem completados. É preciso dizer que isso não vale para todos: alguns ainda seguem o formato anterior, mas outros podem ser concluídos ao se atingir o número mínimo exigido. Vou dar um exemplo: para fazer um DME simples, foi necessário, para mim, juntar cartas que tivessem um valor somado de 1.250. Mas como é definido o valor de uma carta? Normalmente, pelo overall dela. Quanto maior o overall ou maior a raridade, maior será o valor da carta. Um jogador Icon, por exemplo, terá um valor de 4.100 estrelinhas no jogo, enquanto um jogador de nível 83 terá um valor de 410 estrelinhas. Além disso, alguns desses novos DMEs permitem utilizar jogadores duplicados e até completar o desafio parcialmente, deixando o progresso salvo antes da entrega definitiva. Na prática, isso diminui bastante a burocracia de montar elencos apenas para cumprir requisitos específicos. Essas cartas podem, então, ser trocadas para ganhar recompensas e completar Desafios de Montagem de Elenco. Quando foi anunciada essa mudança nos Desafios de Montagem de Elenco, achei que eram alterações novamente muito bem-vindas e que fazem bastante sentido para o jogo. Os Desafios de Montagem de Elenco estavam há muitos anos muito parecidos e cada vez mais exigentes. Portanto, essa é uma maneira mais simples de completar esses desafios. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo As Evoluções também receberam mudanças. Agora, determinadas cartas podem seguir caminhos diferentes de desenvolvimento, permitindo que você escolha se quer priorizar atributos ofensivos ou defensivos, por exemplo. Um mesmo jogador pode seguir uma rota focada em drible e receber o PlayStyle Technical ou optar por uma evolução defensiva para obter o PlayStyle Jockey. O jogo também mostra previamente toda a cadeia de Evoluções disponível para cada carta, o que ajuda a planejar melhor o desenvolvimento dos jogadores. Outra novidade interessante é para quem prefere jogar contra a inteligência artificial. Os Single Player Live Events trazem eventos temporários com desafios específicos, regras próprias e diferentes níveis de dificuldade. Alguns são inspirados em competições reais, enquanto outros apresentam campanhas temáticas ou confrontos personalizados que exigem determinados tipos de elenco. É uma maneira de ampliar as possibilidades de progressão para quem não quer passar toda a temporada jogando online. Também existe uma tentativa de diminuir o ritmo de evolução do Ultimate Team. Pelo segundo ano seguido, a EA promete reduzir a velocidade com que cartas extremamente fortes passam a dominar o modo. A ideia é ter menos campanhas promocionais distribuindo upgrades exagerados e aumentos de atributos mais controlados. Além disso, o limite de PlayStyle+ por jogador caiu de cinco para três. A proposta, segundo a empresa, é fazer com que os elencos permaneçam competitivos por mais tempo e diminuir aquela necessidade de trocar praticamente todo o time a cada novo evento. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo O sistema de recompensas também foi alterado. Agora, mais itens podem ser recebidos imediatamente após as partidas, em vez de ficarem concentrados apenas nas recompensas semanais. É possível receber moedas, pacotes negociáveis e Tokens diretamente ao terminar os jogos, criando uma sensação de progressão mais constante durante as sessões. Mas, novamente, essa é a maior mudança que o modo Ultimate Team teve. E vamos ser sinceros: não é uma mudança tão significativa assim. Eu sei que os esforços ficaram concentrados no The Grounds, mas todos os modos merecem um carinho. E, principalmente, o Ultimate Team, que é o modo que mais traz dinheiro para a EA. Gameplay recebe ajustes finos Olha, leitor, eu gostaria muito de ser mais otimista em relação à gameplay do EA FC 27, mas, de tudo que eu experimentei até agora, ela é muito semelhante à do jogo anterior. Realmente, eu acho que é o menor salto que tivemos de uma edição para outra no sentido de gameplay quando falamos de EA FC. O jogo parece muito parecido, os problemas são muito parecidos, mas nem tudo é ruim. Existem, sim, muitos acertos e mudanças importantes. A primeira delas, falando em gameplay, é em relação às corridas dos atacantes durante a criação de jogadas. Ao apertar L1 ou LB olhando para um jogador, você pede para que ele faça uma corrida. Anteriormente, essa corrida era praticamente infinita. Ele corria até se encontrar em posição de impedimento e voltava. Então, podia ser um lateral esquerdo dentro da sua própria área. Se você mandasse ele correr, ele só ia parar lá na frente. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo Agora isso mudou. Existem formas mais inteligentes de se criar jogadas e também maneiras de evitar situações consideradas bugadas que existiam no passado. Entre elas está esse ajuste fino da corrida durante a criação de jogadas. Agora, ao pedir que um jogador corra, ele vai avançar até certo ponto e, quando entender que realmente não faz muito sentido continuar naquela jogada, vai voltar. Então, um lateral esquerdo provavelmente não vai avançar para além do meio de campo se estiver muito recuado. Não faz muito sentido, até porque isso evita que ele saia muito de sua posição. Esse ajuste faz sentido e exige mais entendimento da criação de jogadas por parte do próprio usuário. É uma mudança pequena, mas que melhora a forma como as movimentações acontecem durante as partidas. Outro ponto muito legal do jogo é que a defesa realmente está bastante manual. Todos os anos a gente comenta que o EA FC tem procurado se tornar um pouco mais manual, mas essa questão sempre volta conforme as atualizações vão acontecendo ao longo do ano. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo E, novamente, no início desse EA FC 27, posso cravar: a defesa está bem mais responsiva aos erros cometidos pelo usuário. Ela é bem mais manual. Então, se você comete um erro ao sair do posicionamento correto com o seu zagueiro, você será punido muito provavelmente. De fato, você precisa se concentrar mais na defesa e fazer boas defesas. A EA também reduziu a influência da inteligência artificial nas roubadas de bola e nas interceptações, fazendo com que o jogador precise assumir mais o controle dos defensores. Na prática, isso torna o posicionamento ainda mais importante e deixa os erros defensivos mais evidentes. Defender continua difícil e agora piorou. Mas vamos ver até que ponto essa questão do manual será mantida pela EA. Agora, uma crítica é que ainda existem jogadas com muita sobra de bola. A EA tentou corrigir isso na versão do EA FC 26, não conseguiu e continuou no 27. É uma crítica porque, de fato, é muito ruim quando existem jogadas que parecem um pinball, em que a bola bate, bate, bate e, quando você vai ver, para dentro do seu gol. Outro ajuste muito pontual foi em relação à corrida prolongada. A corrida prolongada foi o meta do último jogo. E o que é isso? A gente tem que entender que existem corridas explosivas, equilibradas e prolongadas. O estilo de corrida explosiva acontece principalmente em jogadores mais baixos e com corpos menores, como, por exemplo, um ponta esquerda baixinho. Ele vai ter uma corrida explosiva, ou seja, o arranque dele é muito rápido, mas, em corridas mais longas, vai acabar perdendo para jogadores maiores, com corridas prolongadas e pernas maiores, tentando se assemelhar ao que acontece, de fato, na vida real. E isso é muito positivo. Eu gosto dessa tentativa de equilíbrio e de trazer a realidade ao jogo, mas falta balancear essa questão. Então, a corrida prolongada foi o grande meta do último jogo e o ajuste realizado foi tentar dar uma nerfada nesse ponto e, ao mesmo tempo, reequilibrar a altura necessária para que um jogador seja considerado para a corrida prolongada. Os jogadores homens se mantiveram com a exigência de pelo menos 1 metro e 85, mas as jogadoras mulheres passaram de 1 metro e 65, que era considerado bem baixo, para 1 metro e 72, que é uma altura realmente elevada para a média das mulheres. Esse ajuste foi importante para evitar que algumas jogadoras que foram muito bugadas no último ano continuem bugadas neste. É um ajuste fino, mas supernecessário. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo No fundo, no fundo, tudo que eu trouxe aqui são ajustes finos para a gameplay do EA FC. E é justamente por isso que, ao jogar o EA FC 27, você provavelmente vai sentir uma familiaridade muito grande com o 26. Isso não é necessariamente ruim. Você não precisa reaprender a jogar de uma edição para outra e consegue se adaptar rapidamente ao novo jogo. Para quem está acostumado com o EA FC 26, é possível desempenhar bem desde o início. Mas vale reforçar que os erros e os problemas do último ano ainda permanecem. A sensação que fica é que a EA fez uma série de mudanças pontuais em sistemas importantes, mas não mexeu de maneira profunda na estrutura da gameplay. As corridas estão melhores, a defesa está mais manual, os PlayStyles foram rebalanceados e algumas situações ofensivas ficaram mais dependentes do controle do jogador. Ainda assim, quando você começa a jogar, a sensação de familiaridade com o EA FC 26 é imediata. Toda essa questão da gameplay me faz pensar, de cara, que o EA FC precisa fazer uma pausa para que se tenha realmente um grande salto. E é o que será comentado no próximo tópico. Modo Carreira segue no escanteio da franquia O modo Carreira, tanto de jogador quanto de treinador, foi o que menos sofreu mudanças significativas nesta edição do EA FC, na minha opinião. A principal delas está justamente na carreira como treinador, que teve o sistema de transferências completamente reformulado. A novidade remete bastante ao que existia antigamente, na época do FIFA 13 e FIFA 15, quando não havia aquelas cutscenes em que você precisava conversar com o jogador como se estivesse em uma reunião presencial. Agora, as tratativas são realizadas por ligação, entre aspas. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo Também é necessário ter um fôlego financeiro maior, observar os atletas antes de solicitar a contratação ao clube e seguir com as negociações. Além disso, agora é possível parcelar a compra de jogadores, assim como acontece na vida real. A mudança dá um ar maior de realismo e permite mais flexibilidade para clubes com menos dinheiro. Outro ponto muito legal é que a inclusão de Botafogo e Bahia abre margem para contratações interessantes, como Danilo, do Botafogo, ou o próprio Everton Ribeiro, que foi uma lenda ali por volta do FIFA 13 e FIFA 14, com uma carta muito legal no Ultimate Team. Agora, ele retorna tanto ao modo online quanto à carreira como treinador. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo Se você quiser, também é possível usar o Everton Ribeiro como seu jogador no modo Carreira de jogador. Isso é muito legal para nós, brasileiros, e é muito gratificante ter o retorno de alguns clubes brasileiros. Ao mesmo tempo, fica aquele gostinho de quero mais. Eu gostaria muito de ter o meu time, o Flamengo, dentro do jogo. Gostaria muito de jogar com jogadores que marcaram essa geração, como Arrascaeta e Gabigol, mas a gente não tem certeza de quanto tempo mais eles vão jogar. Então, realmente, torço muito para que esse retorno dos clubes brasileiros seja o mais breve possível, para que a gente possa aproveitar e se divertir com o clube que a gente torce. Gráficos se mantém os mesmos, mas desempenho sofre com bugs O EA FC 27 apresenta gráficos muito semelhantes aos do seu antecessor. Portanto, honestamente, não é um aspecto que chame muita atenção nesta edição. Por outro lado, os jogadores que receberam rostos pela primeira vez, como Rayan, ex-Vasco, estão muito bem representados. Esse é um ponto bastante positivo para a EA. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo Em relação ao desempenho, porém, a situação muda de figura. Quero começar falando sobre os servidores. Seria muito interessante se a EA disponibilizasse mais servidores no Brasil. Estamos no Rio de Janeiro e, por aqui, a conexão com o servidor fica na casa dos 20 a 40 ms. Não é necessariamente ruim, mas é consideravelmente maior do que a latência registrada por jogadores de São Paulo, onde fica o servidor. Para quem está nas regiões Norte ou Nordeste do Brasil, a situação é ainda mais complicada, com uma conexão que pode ser bastante ruim e instável. Na minha opinião, seria interessante que a EA ampliasse a quantidade de servidores no país e também aprimorasse a estrutura dos que já estão disponíveis. EA Sports FC 27 Victor Bastos/TechTudo O segundo ponto relacionado ao desempenho são os bugs. Novamente, o EA FC apresenta problemas desse tipo. Nas primeiras horas de jogo, encontrei bugs no menu, durante as partidas e até problemas relacionados aos controles. Há, inclusive, um bug nesses primeiros momentos do EA FC 27 em que, ao receber a bola, ela dá uma espécie de subida. Para resolver, é necessário reiniciar os comandos. É algo que, definitivamente, não é agradável e que não espero encontrar em um jogo desse tamanho.

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