Reunião do Copom reacende embate entre Lula e Banco Central sobre juros e desafio fiscal

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

O Comitê de Política Monetária define, nesta semana, o rumo da taxa básica. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano

Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria. O Copom (Comitê de Política Monetária) realiza nesta semana uma nova reunião para definir o rumo da taxa básica de juros.

Segundo o R7, aliados do governo pressionam o Banco Central por novos cortes na Selic, atualmente em 13,75%. Na reunião de setembro, o comitê reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual.

Em outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou divergências em relação ao Banco Central. Na ocasião, ele afirmou discordar da avaliação do presidente da instituição, Gabriel Galípolo, indicado por ele para comandar a autoridade monetária.

Galípolo defendeu que o modelo de crescimento baseado, principalmente, no estímulo ao consumo estaria esgotado. Lula, por sua vez, afirmou que a sustentabilidade fiscal passa pela expansão da economia, e não por cortes que afetem a população de baixa renda.

“O jeito de você resolver o problema fiscal é fazer a economia crescer”, afirmou o presidente em entrevista à TV Globo. Confrontado com o fato de a dívida pública ter crescido 10 pontos percentuais durante seu atual mandato, o que levou economistas a alertarem para a sustentabilidade das contas públicas, Lula admitiu preocupação com o controle do orçamento, mas defendeu uma “tese econômica própria”.

O presidente argumentou que a chave para o desenvolvimento está na microeconomia, citando o fortalecimento do microcrédito e o apoio aos pequenos empreendedores. “Muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, e pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza”, resumiu.

Em fevereiro de 2021, entrou em vigor a Lei Complementar nº 179, originada do PLP 19/2019, de autoria do senador Plínio Valério (PSDB). A norma garantiu autonomia formal ao Banco Central e estabeleceu mandatos de quatro anos para o presidente e os diretores da instituição.

Desde então, o BC passou a ter natureza de autarquia de regime especial, sem subordinação a ministérios — anteriormente, a instituição era vinculada ao Ministério da Economia. Na prática, o modelo permite que um presidente da República conviva com dirigentes indicados por governos anteriores.

Pela regra, o presidente da República indica o presidente e os diretores do Banco Central, mas as nomeações dependem de aprovação do Senado. O presidente da autoridade monetária assume o cargo em 1º de janeiro do terceiro ano do mandato presidencial.

Já os oito diretores tomam posse de forma escalonada. Até o fim de 2027, Lula ainda poderá indicar mais seis integrantes para a diretoria do Banco Central.

Segundo o Jornal de Brasília, duas cadeiras estão vagas desde janeiro. Outras duas indicações poderão ser feitas até fevereiro de 2027, enquanto mais duas vagas serão abertas em 31 de dezembro de 2027.

Já os mandatos de Gabriel Galípolo e de outros dois diretores terminam em 31 de dezembro de 2028. Yasmin Mior é repórter do ND Mais e faz parte do Núcleo Nacional, escrevendo matérias que envolvem política, segurança e saúde, assim como outros assuntos que impactam o dia a dia do brasileiro.

Além de trazer previsões do tempo, tem como foco pautas econômicas e sociais em diferentes estados do Brasil. Jornalista formada pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), atua na área desde 2021 e cobriu eventos de destaque, como as Olimpíadas de Paris 2024 e a posse do Papa Leão XIV.

Também está sempre conectada ao mundo da cultura pop, por dentro do que há de novo em filmes e séries, e fez cursos livres de SEO, gestão de mídias sociais e cinema contemporâneo. Acompanhou as Eleições Municipais de 2024 atuando no setor de distribuição de conteúdo de um portal de notícias de Santa Catarina.

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