O presidente Lula (PT), decidiu incluir no Programa Nacional de Desestatização (PND) 13 aeroportos, além de qualificá-los no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). A maioria está localizado no Nordeste (9), seguida pelo Norte (3) e pelo Centro-Oeste.
O decreto foi publicado na edição desta terça-feira (3) do Diário Oficial da União (DOU). Todos os aeroportos da lista, porém, já estão sob gestão da iniciativa privada.
Em novembro de 2025, houve o primeiro leilão do programa AmpliAR, do Ministério de Portos e Aeroportos. Doze deles foram incorporados, em abril de 2026, à concessão da GRU Airport, responsável pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos.
A empresa foi a única interessada nesses terminais e não ofereceu desconto sobre a compensação prevista pelo governo para equilibrar os custos e as receitas da operação. Ao comentar a assinatura do contrato, o diretor-presidente da GRU Airport, Osvaldo Garcia, opinou que deixar o bloco sob os cuidados da empresa que já administra o maior aeroporto do Brasil é "uma contribuição concreta para o avanço da aviação brasileira e para o desenvolvimento do país".
Já no Aeroporto Comandante Ariston Pessoa, a concorrência gerou um cenário bem diferente: a própria GRU Airport participou, com sua proposta de 0% de desconto, mas havia dois concorrentes. A PRS Aeroportos, concessionaria do Campo de Marte, ofereceu 5,10%.
Já a Fraport Brasil, que administra o Aeroporto Internacional de Fortaleza, deu um lance de 100%. Em outras palavras, o governo não precisa compensar o fluxo de caixa.
Agora, com a qualificação no PPI, os 13 aeroportos passam a ser considerados empreendimentos de interesse estratégico e prioridade nacional. A inclusão no PND, por sua vez, formaliza o enquadramento dos terminais no programa federal de desestatização, embora todos já tenham sido incorporados a concessões privadas meses antes.
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Gazeta do Povo (Economia)