O presidente Lula conquistou seu quarto mandato após derrotar Flávio Bolsonaro em uma virada histórica no segundo turno Os candidatos que concorreram à Presidência da República e foram derrotados em primeiro turno repercutiram a vitória do presidente Lula (PT) e sua reeleição ao quarto mandato.
Renan Santos (Missão) disse, em suas redes sociais, que a campanha do PT foi ‘colossal’ e capaz de aumentar o sentimento de anti-bolsonarismo entre a população. O candidato também refutou a tese alardeada por Flávio Bolsonaro (PL) e apoiadores de que houve fraude nas urnas.
“Não teve fraude na eleição. Todo mundo que viu a campanha sabe que a campanha do petismo foi colossal.
E a do bolsonarismo também foi”, afirmou, ao fazer uma provocação aos parlamentares que insistem na tese: “Se você acha que a urna foi fraudada, devolve teu mandato”. Renan avaliou, ainda, que a rejeição ao bolsonarismo é maior do que a rejeição ao petismo.
Segundo ele, embora o movimento tenha força para eleger parlamentares e governadores, enfrenta dificuldades para conquistar a maioria do eleitorado em uma disputa presidencial. “O antibolsonarismo é maior que o antipetismo. Acho que isso está provado”, declarou.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno, questionou o resultado das urnas e disse, nas redes sociais, que Lula aplicou um golpe ‘a la Venezuela’ pelo fato de a campanha do petista ter pedido a prorrogação das eleições. Zema não mencionou que o mesmo pedido foi feito pela campanha de Flávio ao Tribunal Superior Eleitoral.
“Essa foi a eleição mais mentirosa que já vi no Brasil”, disse o candidato, sem apresentar provas. “Lamento muito a vida do brasileiro vai continuar estagnada”, completou.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), reconheceu a vitória de Lula, apesar de declarar que esperava uma vitória pela renovação política no País. “Uma renovação.
Era esse o ponto que todos nós lutamos favoravelmente a ele. Era buscar essa virada de página.
Acreditamos nessa ideia. Mas nós, como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração.
Essa sempre foi a nossa característica”, afirmou, em entrevista coletiva concedida em Goiânia, ainda no domingo 25. Augusto Cury (Avante), que havia demonstrado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno, não se manifestou sobre a vitória de Lula até a publicação desta reportagem.
Ana Luiza Basilio Repórter do site de CartaCapital Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo.
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