Reino Unido obrigará Apple e Google a bloquear imagens de nudez em celulares e tablets de crianças

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O Reino Unido exigirá que empresas de tecnologia como a Apple e o Google impeçam crianças de tirar, compartilhar ou visualizar imagens de nudez em seus celulares e tablets, informou a secretária de Cultura, Lisa Nandy, à Câmara dos Comuns nesta terça-feira. Nandy afirmou que o governo apresentará uma lei “assim que pudermos”, mas se recusou a estabelecer um cronograma preciso. Na Irlanda: X é investigado por falha em verificação de idade de menores Troca: Crianças usam mais o WhatsApp na Austrália após proibição de acesso a redes sociais Em junho, o governo havia dado à Apple e ao Google, controlado pela Alphabet, um prazo de três meses para implementar voluntariamente medidas desse tipo. Embora ambas as empresas ofereçam proteções de conteúdo para usuários jovens, nenhuma delas bloqueia de forma abrangente a captura ou o envio de selfies com nudes. Lisa Nandy elogiou nesta terça-feira a implementação, pela Apple, de restrições baseadas em idade em seu sistema operacional e classificou os compromissos assumidos pela fabricante do iPhone e pelo Google como “um passo na direção certa”, mas afirmou que, em última análise, eles eram insuficientes. — Por tempo demais, as empresas de tecnologia não conseguiram proteger as crianças de alguns dos piores danos. E, para ser franca, não estou disposta a lhes dar o benefício da dúvida de que o progresso continuará no ritmo de que precisamos, enquanto os danos estão acontecendo agora — disse a secretária de Cultura. Plataformas viciantes: Meta e TikTok perdem recurso, e Justiça nos EUA dá aval a três mil ações contra redes sociais Um porta-voz do Google disse que a empresa estava “satisfeita por ter feito progressos” e que estava “totalmente comprometida” em trabalhar com parlamentares, desenvolvedores de aplicativos e especialistas em segurança para encontrar maneiras de manter as crianças protegidas. A Apple não respondeu a um pedido de comentário. A detecção de nudez no nível dos sistemas operacionais, assim como em aplicativos individuais, visa impedir que crianças sejam pressionadas a criar e compartilhar imagens íntimas de si mesmas na internet, que podem ser usadas para aliciamento e chantagem.

Pesquisa aponta: Maioria dos adolescentes britânicos planeja burlar restrições nas redes sociais A medida faz parte de um esforço crescente para regulamentar os danos causados no ambiente online. Em junho, o Reino Unido também anunciou uma das mais rigorosas proibições do mundo ao uso de redes sociais por crianças. A secretária de Cultura afirmou que algumas questões ainda precisavam ser definidas, como quais dispositivos estariam sujeitos às novas regras. Restrições: Austrália anuncia que vai dobrar multas para redes sociais que permitirem acesso a menores de 16 anos Ela acrescentou que o governo reavaliaria a legislação caso as empresas implementassem as restrições antes da aprovação de um projeto de lei.

— Sabemos que este é um setor que, quando necessário, consegue inovar em um ritmo extraordinário quando a situação aperta —afirmou Lisa.

"As crianças não podem enfrentar mais atrasos. Portanto, o governo precisa agir rapidamente e garantir que essas medidas sejam incorporadas à legislação na primeira oportunidade possível", disse Chris Sherwood, diretor-executivo da Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra Crianças(National Society for the Prevention of Cruelty to Children, em inglês), em comentários enviados por e-mail. No Reino Unido: Google vai pagar £ 260 milhões para encerrar ação coletiva movida por desenvolvedores de apps Na Câmara dos Comuns, Rebecca Paul, Secretária de Estado do Gabinete pelo Partido Conservador, também elogiou o anúncio como “um enorme passo prático, com potencial para evitar danos incalculáveis”, mas acrescentou que os detalhes da legislação continuavam vagos. O grupo de defesa da privacidade Big Brother Watch afirmou nas redes sociais que proteger as crianças é um “objetivo nobre”, mas criticou o que descreveu como verificações de identidade digital e softwares de vigilância. As restrições não se aplicarão a adultos que tenham passado pela verificação de idade.

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