Há um ano fechado, o Armazém 5 do Porto de Vitória deve começar a receber obras de reforma e adequação ainda em 2026. O espaço foi cedido à Secretaria de Estado da Cultura (Secult), que usou o local para uma única exposição, por alguns meses, em 2025.
Desde então, permanece fechado, mas a pasta afirma que tem interesse na área de 1,8 mil m². Segundo a Secult, há uma parceria com o Instituto Terra para realizar as adequações no armazém.
A previsão é que os trabalhos tenham início ainda em 2026. Enquanto o projeto de reforma não é iniciado, a secretaria afirma que mantém o monitoramento do espaço e realizou intervenções para garantir a manutenção e a conservação das estruturas.
Recentemente, o colunista de A Gazeta Abdo Filho divulgou que a Vports, concessionária responsável pelo Complexo Portuário de Vitória, e o governo do Espírito Santo estariam dialogando sobre a situação do Armazém 5, com a empresa interessada em saber quais são os planos para o local.
Além de confirmar o início das obras para este ano, a Secult esclareceu que o contrato com a Vports permanece vigente até 2035 e que não há previsão de devolução do espaço. A Secretaria de Cultura pretende transformar o Armazém 5 em uma estrutura multiuso, incluindo uma área para realizar eventos, um espaço expositivo e um café.
O objetivo é ampliar as possibilidades de uso cultural e de convivência no local. Além desse ambiente, outros quatro armazéns do Porto de Vitória foram recuperados pela Vports e entregues em maio de 2024, totalizando um investimento de quase R$ 20 milhões.
Os armazéns 1 e 2, mais próximos da Vila Rubim, são usados pela concessionária na atividade portuária. O Armazém 3 abriga o Senai Porto, área destinada à oferta de cursos técnicos, com intuito de formação de profissionais.
O espaço tem capacidade para atender a 1,8 mil alunos, sendo 600 por turno. Já o Armazém 4 e o prédio anexo vão receber a nova sede do Museu Vale, que contará com área para exposições temporárias e uma exposição permanente dedicada ao acervo histórico da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).
Esse projeto, ainda em obras, ainda inclui uma sala para o programa educativo do museu, áreas para ateliê e residências artísticas, um auditório e uma biblioteca. A empresa também pretende construir um restaurante na cobertura do prédio anexo, com vista panorâmica da baía e do centro histórico de Vitória.
A Gazeta