Recordista no país com um a cada oito casos nacionais, Rio chega a 67 ocorrências de crime eleitoral no ano

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O Painel Público de Crimes Eleitorais da Polícia Federal (PF) mostra que o Rio concentra o maior número de procedimentos relacionados a crimes eleitorais instaurados no país desde julho. Até as 16h desta sexta-feira, eram 558 casos no país, sendo 67 no estado — 12% do total nacional, ou um a cada oito. Nesta quinta, o procurador eleitoral do Rio, Flávio Paixão, afirmou que a PF já investiga casos de compra de votos com dinheiro vivo no contexto do pleito fluminense e deve realizar novas diligências até o fim de semana. Faça o teste e descubra: Com qual candidato a presidente você mais se identifica? Cola eleitoral: monte a lista dos seus candidatos, faça o download e imprima O crime citado por Paixão é a corrupção eleitoral, que envolve dar, oferecer, prometer, pedir ou receber dinheiro ou outra vantagem para conseguir ou dar um voto. Segundo o painel da PF, esse é o terceiro tipo de crime eleitoral com mais procedimentos instaurados no país neste ano: foram 195 desde janeiro. O Rio aparece com 18, atrás do Ceará, com 21.

Em entrevista à CBN, Paixão afirmou que a PF já está com “muitas operações na rua” para combater a compra de votos. Segundo o procurador, a prática tradicional, com pagamento em dinheiro, “continua acontecendo muito” e pode envolver valores de R$ 100 ou até menos: — Existem múltiplas maneiras de compra de voto. O crime tradicional de compra de votos com dinheiro continua acontecendo muito. Paixão também disse que há formas mais sofisticadas de financiamento ilegal de campanhas, com possíveis terceirizações de serviços por meio de fundações e organizações não governamentais. Segundo ele, uma das abordagens investigadas em um processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) envolve a possibilidade de emendas parlamentares financiarem serviços que posteriormente revertam em financiamento ilegal de campanha. O uso de dinheiro em espécie já foi alvo de uma operação da PF em Niterói na atual campanha. Em 15 de setembro, policiais apreenderam R$ 600 mil em dinheiro vivo em Piratininga, na Região Oceânica do município vizinho capital, durante uma ação contra crimes eleitorais. O valor estava com uma mulher, em notas de R$ 50 e R$ 100. Também foram apreendidos documentos e planilhas. Segundo a PF, a ação foi resultado de trabalho de inteligência e troca de informações. A origem e a destinação do dinheiro são investigadas. Mais de 1.200 investigações na PF Quando o período é ampliado para o início do ano, o painel registra 1.243 inquéritos relacionados a crimes eleitorais instaurados pela PF no país até às 16h desta sexta-feira. Desse total, 139 têm o Rio como endereço.

No recorte desde julho, o crime eleitoral com mais investigações no Rio foi o de inscrição fraudulenta de eleitor, quando há fraude no cadastro eleitoral, com 29 inquéritos. Em seguida aparece o crime de de falsidade ideológica eleitoral, que envolve inserir informação falsa ou omitir informação que deveria constar de um documento, com 13 inquéritos. Além deles, a PF já investiga crimes como: Violência política contra a mulher - atacar ou intimidar uma mulher na política para dificultar sua atuação. São 80 investigações no país, sendo sete delas no Rio. Difamação eleitoral - atribuir a alguém, na propaganda eleitoral ou para fins de propaganda, um fato ofensivo à sua reputação. São 58 no país, sendo cinco no Rio. Apropriação de recursos de campanha - candidato ou responsável financeiro se apropria de dinheiro, bens ou recursos que deveriam ser usados no financiamento eleitoral. São 70 no país, sendo seis no Rio.

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