Real tem o pior desempenho entre 33 moedas diante de maior risco eleitoral

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Fonte da notícia: Valor Valor

O dólar à vista exibe valorização frente ao real na sessão desta terça-feira em meio à piora na percepção de risco local. A moeda americana até recua nos mercados pares, em especial contra divisas da América Latina, mas o câmbio brasileiro não surfa a onda por causa do mau humor com a política local.

Operadores dizem que o movimento mais adverso ganhou força com a divulgação da pesquisa CNT/MDA que apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o candidato mais provável a vencer as eleições neste ano. Com isso, o real tornou-se a pior entre as 33 moedas, enquanto os pesos colombiano, argentino, chileno e mexicano estão entre as cinco moedas mais fortes. Perto das 12h45, o dólar à vista era negociado em alta de 1,06%, cotado a R$ 5,1646, depois de ter encostado na mínima de R$ 5,0983 e batido na máxima de R$ 5,1656. Já o euro comercial apreciava 1,03%, a R$ 5,9586. No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, seguia estável (-0,01%), aos 99,804 pontos. No começo da sessão, o dólar operava estável e, na primeira hora, chegou a recuar levemente frente ao real. A dinâmica, no entanto, foi perdendo tração ao longo da manhã, e a divisa americana passou a avançar perto das 11h10. Operadores dizem que essa mudança de tom pode ter sido resultado da apresentação da pesquisa CNT sobre as eleições deste ano. A divulgação mostrou Lula liderando as intenções de voto no 1º e no 2º turno.

“O movimento ocorreu bem no horário em que saiu a pesquisa”, diz um gestor na condição de anonimato. “Não acho que seja só isso que explique, mas algum efeito teve.” Outro profissional aponta que, daqui em diante, a volatilidade do câmbio brasileiro vai aumentar a cada indicação sobre o resultado da disputa presidencial. “O real estava bem contido, então tem espaço para andar. Acho que agora vai ser um período de cautela, com pessoal mais defensivo em suas posições.”

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