O vereador Aristo Pereira (PT) usou a tribuna da Câmara de Balneário Camboriú, na sessão desta terça-feira (27), para comemorar a reeleição de Lula e atacar a direita. Sem citar o nome, ele se referiu à ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e disse que o “representante do fascismo foge covardemente, transformando seus milhares de eleitores em idiota”.
Aristo falou no grande expediente e pediu que fosse somado ao tempo dele o tempo cedido por dois colegas, os vereadores Asinil Medeiros e Samir Dawud. Chamado mais tarde para o próprio pronunciamento, Samir estava ausente.
Antes do discurso, a pedido de Aristo, a Câmara exibiu um vídeo do PT sobre a campanha na cidade. “Ganhamos.
O Brasil ganhou. O mundo ganhou.
O fascismo e a escuridão que se avizinhava foi derrotado”, disse o vereador. Ele contou que, depois do segundo turno, “amanheceu uma segunda-feira esplendorosa”, com “sol a todo tempo, céu de brigadeiro” e, à noite, “uma lua clara e cheia, como que saudando a derrota do autoritarismo”.
Aristo afirmou que a eleição foi “a disputa de um projeto democrático contra um projeto autoritário” e que os derrotados “queriam até abolir o voto das mulheres e dos pobres” e “excluir os nordestinos de votar”. Ele citou um deputado estadual que, segundo ele, faz “um projeto pra separar o Sul” e disse que “o nazismo nasceu de vitória eleitoral”.
O petista chamou o “Lula lá” de “marselhesa do sul global”. Segundo ele, no domingo da eleição voos para o Nordeste foram cancelados e ônibus ficaram retidos nas garagens, o que chamou de “crime eleitoral gravíssimo”.
“É tetra, é tetra, o povo gritava”, disse. “Dobramos a meta, a meta americana, e elegemos o homem.”
O vereador também disse que foi vítima de violência durante a campanha. “Meu carro foi depredado”, contou Aristo, que disse ainda que invadiram a casa dele e arrancaram as bandeiras do PT.
Segundo ele, pessoas que passeavam de carro na Avenida Atlântica “apanharam literalmente de brutamontes”. “A direita, com todo respeito, ela não respeita a democracia”, afirmou.
No fim, Aristo voltou à viagem de Flávio, no dia em que Lula faz 81 anos. “O negócio dele era o negócio dele e da família dele e foi embora pros Estados Unidos”, disse.
O vereador encerrou com uma frase que atribuiu a um pensador italiano: “Fascismo? A gente não debate, a gente combate”. “Eles não resistem, eles fogem.”
Aristo discursou com uma gravata que, segundo ele, o vereador Eduardo Zanatta (PT), titular da cadeira, ganhou de Lula. “Essa gravata não é do Eduardo, nem do Aristo, é do gabinete do PT”, disse.
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