Quatro mulheres foram mortas por ex-companheiros ou pelo marido em menos de sete dias em Santa Catarina. Daiana Gisele Müller, Luciana Menta, Marlei Nunes e Francieli Aparecida de Lima não se conheciam.
Os crimes aconteceram entre os dias 20 e 24 de outubro, em Ipira, Faxinal dos Guedes, Cocal do Sul e Vargem. Duas delas tinham medida protetiva contra o agressor.
Com as quatro mortes, o estado chegou a 46 feminicídios entre 1º de janeiro e 27 de outubro de 2026, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). No mesmo período de 2025 foram 38, uma alta de 21%.
É o segundo maior número para o período desde 2020, atrás só de 2023, quando foram 47. O primeiro caso foi na terça-feira (20), na Linha Capelinha, em Ipira, no Oeste.
Daiana Gisele Müller, de 38 anos, natural de Ipira, produtora rural e mãe de dois filhos, foi encontrada morta numa ponte. Ela tinha uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro, pedida 12 dias antes do crime.
O ex-companheiro parou uma caminhonete na frente do grupamento da PMSC em Presidente Castello Branco e disse aos policiais que tinha matado a mulher. Ele foi preso e levado à delegacia de Concórdia.
Na quinta-feira (22), a professora Luciana Menta, de 54 anos, natural de Xanxerê, foi estrangulada dentro do apartamento onde morava, em Faxinal dos Guedes. A família procurou a PMSC quando ela não apareceu no trabalho nem foi buscar a filha na escola.
Câmeras de segurança mostraram Juvir Antonio Rebelatto, de 50 anos, saindo do condomínio com um volume grande e colocando no carro. Os policiais foram até a casa dele.
Juvir confessou que segurou Luciana pelo pescoço até ela morrer, levou a PMSC até o corpo, num matagal da Linha São Roque, e foi preso. Na sexta-feira (23), Marlei Nunes, de 56 anos, levou um tiro na cabeça em Cocal do Sul, no Sul do estado.
Ela segurava o neto, um bebê, no colo. Segundo a delegada Tainá Greselle Carlesso, da Polícia Civil, a criança não se feriu.
O suspeito é o marido de Marlei, de 63 anos. Marlei foi levada ao Hospital São José, em Criciúma, e morreu no domingo (25).
O carro do marido foi achado vazio no Balneário Esplanada, em Jaguaruna. Até esta terça-feira (27), ele não tinha sido localizado.
No sábado (24), por volta das 4h, Francieli Aparecida de Lima, de 34 anos, natural de Santa Catarina, foi morta a tiros na Avenida Marcos Ross, no centro de Vargem, no Oeste. Os cinco filhos dela, todos menores de idade, viram o crime.
O autor foi o ex-companheiro, Celestino Guzatti, de 60 anos, natural de Abdon Batista (SC). Francieli tinha medida protetiva contra ele, e Celestino exigia que ela pedisse a retirada.
Ele arrastou a mulher até o carro, atirou e fugiu. Na manhã desta terça-feira (27), Celestino foi encontrado baleado na casa do crime e morreu no local.
As circunstâncias da morte dele são investigadas. © Jornal Razão.
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