O vice-presidente Geraldo Alckmin disse neste domingo (4) que a eleição presidencial deste ano opõe defensores da democracia e da tirania. Sem citar nomes de candidatos, Alckmin fez uma crítica indireta ao senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito, ao ser perguntado pela imprensa sobre o que está em jogo nas eleições.
“É muito clara a diferença entre quem acredita na democracia, quem respeita a democracia, quer aprimorá-la - o presidente Lula falou da reforma política, da importância para o país de reformas institucionais - e de quem defende a tirania. Quem tem saudades da ditadura, cujo ídolo é o [coronel Carlos Brilhante] Ulstra, não devia nem pleitear o voto popular”, disse ele, depois de votar numa escola no bairro de Jardim Colombo, na zona oeste da capital paulista. Numa biografia de Jair Bolsonaro, Flávio defendeu Ulstra, reconhecido pela Justiça como torturador. Flávio também utilizou o nome do militar numa "tag" durante uma live recente. "Quem tem saudades da ditadura não devia nem pleitear o voto popular", afirma Alckmin
Alckmin chegou ao local da votação acompanhado pelo candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), das candidatas ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), do candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e do candidato a deputado federal José Luiz Datena (PSB).
Questionado se a eleição presidencial poderia ser decidida no primeiro turno, Alckmin não quis arriscar um prognóstico. “Nós vamos com humildade, seja no primeiro, seja no segundo turno”, disse. “Hoje é o dia de ouvir. E é o povo que fala, através do voto. Essa é a beleza da democracia.”
Valor