Quem foi Nancy Grace Roman, astrônoma que dá nome ao novo telescópio espacial da Nasa

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Nancy Grace Roman passou a ter seu nome levado para as estrelas. Astrônoma americana que fez história na Nasa, ela é a homenageada que batiza o novo telescópio espacial da agência norte-americana, lançado no último domingo, dia 30. O Nancy Grace Roman Space Telescope inicia uma jornada de cerca de um milhão de milhas até sua futura posição orbital, no ponto L2, onde também está o telescópio James Webb. Atualizado: ONU aprova resolução para adotar novo mapa-múndi que mostra tamanho real da África Em março: ONU declara tráfico de africanos escravizados como ‘crime mais grave contra a Humanidade’ A escolha do nome é uma homenagem à trajetória de uma cientista que teve papel central na astronomia espacial dos Estados Unidos. Apelidada de “Mãe do Hubble”, Nancy Grace Roman foi a primeira mulher a ocupar um cargo executivo na Nasa e a primeira chefe de astronomia da agência. Nascida em Nashville, no estado americano do Tennessee, em 1925, Nancy era filha de uma professora de música e de um pai matemático e físico. O interesse pela astronomia surgiu ainda na infância. Aos 11 anos, ela chegou a organizar um clube com colegas para estudar constelações e objetos celestes. Nancy se formou em astronomia pelo Swarthmore College, na Pensilvânia, em 1946. Três anos depois, concluiu o doutorado na Universidade de Chicago e também realizou estudos de pós-graduação no Observatório Yerkes, ligado à mesma universidade. Antes de chegar à Nasa, a astrônoma passou pelo Observatório Yerkes e pelo Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos, onde trabalhou com radioastronomia. Nesse período, acumulou experiência em pesquisa e engenharia, conhecimentos que mais tarde seriam importantes para sua atuação na agência espacial. Em 1959, poucos meses depois da criação da Nasa, Nancy Roman entrou para a agência, onde iria se tornar a primeira mulher a ocupar um cargo executivo e assumir a chefia da astronomia. Buscas continuam: Testemunhas dizem que equipes ouviram outras vozes após resgate de dois trabalhadores vivos em túnel no Nepal Sua trajetória, no entanto, foi construída em um ambiente científico dominado por homens. Na Universidade de Chicago, percebeu que suas possibilidades de obter estabilidade acadêmica eram limitadas pelo fato de ser mulher. Mais tarde, também relatou ter enfrentado diferenças salariais e afirmou publicamente que recebia 60% do salário pago a seus colegas homens. Foi na Nasa que Nancy ganhou o apelido de “Mãe do Hubble”. Ela liderou a comunidade científica na articulação do apoio necessário para tornar viável o projeto do telescópio espacial, reunindo apoio científico, político e financeiro para a ideia de colocar grandes observatórios acima da atmosfera terrestre. O Hubble foi lançado em 1990. O trabalho de Roman não se limitou à articulação do Hubble. Antes disso, ela já havia produzido contribuições para o estudo das estrelas e da Via Láctea. Ao pesquisar a composição dos astros, identificou relações entre elementos químicos pesados presentes nas estrelas e sua velocidade e direção, além de ajudar a demonstrar que populações de estrelas aparentemente próximas poderiam ter idades e histórias diferentes. No Laboratório de Pesquisa Naval, em Washington, a astrônoma também utilizou ondas de rádio para aumentar a precisão das medições de distância entre a Terra e a Lua e participou do mapeamento de grandes regiões da Via Láctea com esse método. O novo telescópio, batizado em sua homenagem, foi projetado para oferecer uma visão panorâmica do espaço, utilizando observações no infravermelho para estudar temas como matéria escura, energia escura e exoplanetas. O equipamento terá um campo de visão ampliado com 18 sensores de pixel com dimensões maiores que dos modelos anteriores. A capacidade de coleta de informações também será expressiva. Segundo a Nasa, o observatório deverá enviar aproximadamente 1,4 terabytes de dados científicos por dia e, durante sua missão principal, prevista para cinco anos, poderá acumular mais de 20 mil terabytes. Nancy Grace Roman morreu em 25 de dezembro de 2018, aos 93 anos.

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