Quem era Mariana Tanaka Abdul Hak, filha de diplomatas morta após atropelamento em Ipanema
A jovem Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, morreu após ser atropelada por uma van que invadiu a calçada em Ipanema, na Zona Sul do Rio, no último sábado. Filha de diplomatas brasileiros, ela havia acabado de chegar à cidade para começar uma nova fase da vida, que incluiria um novo emprego em uma multinacional do setor de cosméticos e a mudança definitiva para o Rio de Janeiro.
Jovem filha de diplomatas morre após atropelamento em Ipanema; mãe ficou ferida
Filha dos diplomatas Ibrahim Abdul Hak Neto e Ana Patrícia Neves Abdul Hak, Mariana passou grande parte da vida fora do Brasil acompanhando os trabalhos dos pais no exterior. Ibrahim atua atualmente como assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Ana Patrícia é cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires.
Ibrahim Abdul Hak Neto, ocupa atualmente o cargo de assessor especial da Presidência da República
Reprodução
Formada em administração de empresas pela ESCP Business School, em Turim, na Itália, Mariana falava português, inglês, espanhol e francês. Ao longo da vida, morou em países como Reino Unido, Venezuela, Bélgica, Líbano, França e Itália.
Em seu perfil no LinkedIn, a jovem se descrevia como uma brasileira com “extensa bagagem internacional” e destacava que as experiências multiculturais haviam desenvolvido sua adaptabilidade, resiliência e fluência cultural.
"Sou uma pessoa trabalhadora, que busca excelência ao concluir tarefas, e estou entusiasmada em usar essas qualidades para contribuir de forma efetiva em uma equipe inovadora na indústria de cosméticos", escreveu Mariana no perfil profissional.
Ela havia acabado de desembarcar no Rio para iniciar justamente uma nova etapa na carreira. Segundo familiares, Mariana iria morar na cidade e começar a trabalhar em uma multinacional do setor de cosméticos. Pouco antes do acidente, havia deixado as malas no novo apartamento e saiu para passear com a mãe.
Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, morreu após ser atropelada por uma van em Ipanema, Zona Sul do Rio
Reprodução
Desde janeiro de 2025, Mariana também atuava como Chief Marketing Officer da empresa vipi.education, em Turim. Entre as funções descritas em seu perfil estavam recrutamento de estudantes, gestão de campanhas de marketing, administração de orçamento e análise de tendências de mercado voltadas ao setor educacional.
O atropelamento aconteceu na esquina das ruas Vinicius de Moraes e Visconde de Pirajá. Segundo testemunhas ouvidas pela TV Globo, o motorista de uma van de entregas tentou desviar de um ciclista, perdeu o controle da direção e invadiu a calçada, atingindo pedestres.
Além de Mariana, a mãe dela e um homem ficaram feridos. Ana Patrícia recebeu alta médica, mas segue em cadeira de rodas e deverá passar por novos exames em São Paulo. Segundo o pai da jovem, Mariana sofreu múltiplas fraturas e morreu em decorrência de traumatismo craniano.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga o caso por meio da 14ª DP. A van envolvida no atropelamento foi apreendida para perícia, e o motorista prestou depoimento antes de ser liberado.
