Quem é o bilionário mais jovem dos EUA, que fez fortuna com IA de programação em apenas dois anos

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Aos 30 anos, o engenheiro de software Steven Hao entrou para a lista de bilionários da revista Forbes e foi apontado pela revista como o mais jovem dos Estados Unidos entre os integrantes da Forbes 400 de 2026. Com patrimônio estimado em US$ 5,8 bilhões (cerca de R$ 29,6 bilhões), ele aparece na 293ª posição do ranking geral dos 400 americanos mais ricos. A fortuna tem origem na Cognition, empresa de inteligência artificial da qual Hao é cofundador e diretor de tecnologia. A empresa chegou neste mês ao Brasil, para concorrer no mercado com gigantes do setor.

Veja também: Califórnia cria lei e passa a exigir que anúncios identifiquem 'artistas' criados por IA E mais: Sam Altman, da OpenAI, participará de jantar oferecido por Trump com o presidente chinês na próxima semana A ascensão do empresário está ligada à valorização da Cognition, que levantou US$ 2 bilhões em uma rodada de investimentos anunciada em setembro e passou a ser avaliada em US$ 48 bilhões. A empresa desenvolve agentes de inteligência artificial capazes de executar tarefas de engenharia de software, como planejar projetos, escrever e testar códigos, identificar problemas e fazer correções com intervenção humana limitada. O principal produto da companhia é o Devin, um agente de IA voltado à programação que já é utilizado por empresas como Citibank e a fintech Ramp. A ferramenta trabalha a partir de instruções de alto nível e pode desenvolver código, executar testes, identificar erros e fazer alterações no software. Da medalha de ouro ao bilhão Antes de se tornar empresário, Hao se destacou em uma das principais competições internacionais de programação. Ele e os outros dois cofundadores da Cognition, Scott Wu e Walden Yan, conquistaram medalhas de ouro na Olimpíada Internacional de Informática (IOI), competição mundial de programação para estudantes. Hao ganhou a sua medalha em 2014, aos 18 anos. Depois da competição, Hao seguiu carreira como engenheiro de software e se formou em Ciência da Computação da Massachusetts Institute of Technology. Antes de criar a Cognition, passou pela Scale AI, startup especializada em dados para sistemas de inteligência artificial e cofundada pelo bilionário Alex Wang. A Scale AI é atualmente 49% controlada pela Meta. Hao também acumulou experiências profissionais em outras empresas antes de empreender na Cognition. A companhia foi criada em 2023 pelos três sócios, que já se conheciam do circuito de programação competitiva. Apesar de algumas referências de mercado classificarem a empresa como fundada em 2024, registros e a própria Forbes situam a criação em 2023. O que faz a Cognition A Cognition atua no desenvolvimento de agentes de IA capazes de realizar trabalhos de engenharia de software de ponta a ponta. Em vez de apenas sugerir trechos de código, como ferramentas tradicionais de assistência à programação, o Devin pode receber uma tarefa, organizar as etapas necessárias, escrever o programa, executar testes, corrigir falhas e avançar até a conclusão do trabalho. É esse mercado que colocou a Cognition em disputa direta com ferramentas de grandes empresas de IA. O Devin concorre com soluções como o Codex, da OpenAI, e o Claude Code, da Anthropic, em um segmento voltado principalmente a clientes corporativos. A empresa ganhou escala rapidamente. Em setembro, a Cognition anunciou a captação de US$ 2 bilhões, em uma rodada liderada por Andreessen Horowitz e Accel, com participação de investidores como Founders Fund, General Catalyst e Avenir. A receita anualizada informada pela companhia também passou de US$ 492 milhões em maio para quase US$ 900 milhões. Chegada ao Brasil A Cognition chegou neste mês ao Brasil com a abertura de um escritório em São Paulo, seu primeiro na América Latina. A operação faz parte da expansão internacional da empresa e coloca o Devin no mercado brasileiro para disputar espaço com outras gigantes e ferramentas de inteligência artificial voltadas à programação. A escolha de São Paulo ocorre em um momento de expansão da empresa no mercado corporativo. No Brasil, a ferramenta já vinha sendo utilizada por empresas e a companhia passou a estruturar uma operação local para atender à demanda por automação no desenvolvimento de software. Um bilionário discreto Apesar da fortuna bilionária e do crescimento acelerado da empresa, Hao mantém um perfil público discreto. Ele tem pouca presença nas redes sociais e procura não aparecer nem em entrevistas e anúncios relacionados à Cognition. Na comunicação pública da companhia, quem costuma assumir o papel de principal porta-voz é justamente o outro cofundador, Scott Wu, diretor-presidente da Cognition. Wu participa de entrevistas, podcasts e anúncios sobre os produtos e os planos da empresa, enquanto Hao permanece mais concentrado na área técnica como CTO. A própria trajetória de Hao também foi construída longe dos holofotes. Seu principal reconhecimento antes da fortuna foi obtido ainda na juventude, no circuito internacional de programação. Anos depois, a experiência como engenheiro e especialista em software seria transformada em uma participação na Cognition.

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