Prisão por suspeita de fraude contra aposentados do INSS sofreu mudança após decisão de André Mendonça Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Maurício Camisotti, acusado de participação em um esquema ligado ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), será transferido para o regime de prisão domiciliar. Embora seja suspeito de articular uma fraude bilionária, o empresário, alvo de uma decisão favorável vinda do ministro André Mendonça, ganhou o direito de deixar a prisão.
Durante a investigação, Maurício Camisotti foi apontado como peça-chave no esquema de descontos indevidos do INSS, apurado na Operação Sem Desconto. Agora, como o pedido da defesa foi acatado, ele irá cumprir prisão domiciliar em São Paulo.
Dono de uma grande influência na área de seguros e planos de saúde, Camisotti tinha o controle de três entidades ligadas ao sistema fraudulento. Neste cenário, Ambec (Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos), Unsbras (União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil) e Cebap (Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas) faturaram mais de R$ 1 bilhão ao longo de anos com a atividade que atingiu aposentados e pensionistas no país.
Além de Maurício Camisotti, a operação, em 2025, também prendeu Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, suspeito de desviar R$ 53 milhões. O sistema fraudulento contava com três bases.
Segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), o primeiro passo era oferecer pagamento de propina a servidores do INSS com o intuito de colher dados de beneficiários. Logo depois, assinaturas falsas autorizavam os descontos.
Por fim, associações de fachada, após serem criadas, conseguiam promover, sem a devida autorização, descontos diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS. De acordo com as quebras de sigilo bancário, quatro empresas do grupo de Maurício Camisotti, o Total Health, receberam R$ 43 milhões das associações.
Neste cenário, primos, sobrinhos, além de uma irmã e um ex-cunhado, estariam envolvidos, como sócios, nas associações ligadas ao empresário. Anteriormente, Maurício Camisotti negociou um acordo de delação premiada.
Porém, como a Procuradoria-Geral da República solicitou ajustes, o martelo ainda não foi batido. Bruno Romão é repórter do portal ND Mais e escreve sobre esportes no Núcleo Nacional, trazendo as principais notícias sobre futebol, basquete, vôlei, automobilismo, natação e outras modalidades.
Tem experiência na cobertura esportiva abrangente, com foco em futebol e esportes olímpicos, e produz conteúdos informativos, curiosos e analíticos sobre o cenário esportivo nacional e internacional. Além de acompanhar os principais nomes do segmento, mantém o radar ligado para novidades envolvendo grandes eventos e competições, como Copa Mundo Fifa, Jogos Olímpicos e Fórmula 1.
Formado pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), atua no jornalismo desde 2018, especialmente na internet, e é pesquisador na área radiofônica. Leia mais ▾
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