Quem é Maria Corsato, delegada denunciada pela irmã após descoberta de R$ 1,8 milhão dentro de pufe

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Com mais de 30 anos na Polícia Civil, Maria Corsato disputou as eleições de 2026 e já foi investigada em caso envolvendo Thiago Brennand A delegada Maria Corsato, da Polícia Civil de São Paulo, foi denunciada pela própria irmã após a descoberta de cerca de R$ 1,8 milhão escondido dentro de um pufe, em Santo André, no ABC Paulista.

O dinheiro, dividido entre reais, dólares e euros, foi apreendido pela polícia no sábado (24). Maria Corsato afirma que os valores pertencem a uma herança ainda não partilhada nem declarada de uma tia.

O caso é apurado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Com mais de 30 anos de carreira, Maria Corsato atua no 27º Distrito Policial, no bairro Campo Belo, na zona sul de São Paulo.

A delegada reúne mais de 360 mil seguidores nas redes sociais, onde publica conteúdos sobre segurança pública, combate ao crime, casas de apostas e segurança digital. Também faz críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manifestações de apoio a Flávio Bolsonaro (PL).

Nas eleições de 2026, concorreu a deputada estadual pelo União Brasil. Recebeu 12.713 votos, mas não foi eleita e ficou como suplente.

Corsato também já teve sua conduta investigada em um caso envolvendo o empresário Thiago Brennand e foi citada em um documento da defesa da influenciadora Deolane Bezerra. Segundo a Folha de S.Paulo, a irmã da delegada encontrou as cédulas após abrir o fundo de um pufe deixado por Maria Corsato em sua residência, no bairro Vila Scarpelli, em Santo André.

A mulher acionou a Polícia Militar por volta das 14h30 de sábado (24). A contagem realizada pela Corregedoria identificou:

Além das cédulas, foram apreendidos papéis com anotações que, segundo policiais ouvidos pelo jornal, registravam entradas e saídas de dinheiro em espécie. A irmã relatou que Corsato havia deixado o móvel em sua casa antes do primeiro turno das eleições, alegando estar sendo procurada por uma suposta ordem de busca e apreensão.

Policiais ouvidos pela Folha, porém, afirmaram que não havia mandado em aberto contra a delegada. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou a apreensão.

Agentes da Corregedoria tentaram localizar Corsato em sua residência, mas não a encontraram. A delegada afirma que a quantia pertence a uma herança de uma tia, encontrada em 2023 e ainda não regularizada.

Segundo seu advogado, Maria Corsato e a irmã discutiam como declarar os valores, mas não chegaram a concluir o procedimento. Nas redes sociais, a policial atribuiu a denúncia a um conflito familiar.

“O episódio ocorreu alguns dias após ela ter ido ao local de trabalho do meu cunhado e provocado um escândalo. Como fiquei ao lado dele, ela se desentendeu comigo“, declarou.

Corsato também alegou que a irmã enfrenta problemas emocionais e de alcoolismo. “Infelizmente, não é a primeira vez que ela age dessa maneira comigo quando está emocionalmente abalada ou é contrariada”, acrescentou.

À Folha, informou que presta esclarecimentos à Corregedoria e que o procedimento é sigiloso. Em dezembro de 2022, a Folha de S.Paulo revelou que a Corregedoria apuraria a conduta de Maria Corsato em um inquérito envolvendo o empresário Thiago Brennand.

A investigação tratava de acusações de ameaça, difamação e injúria feitas pelo empresário contra um casal. A promotora responsável apontou lacunas e imprecisões no trabalho da delegada, além de afirmar que ela havia se recusado a registrar uma nova ocorrência contra Brennand.

A policial também foi mencionada em um documento da defesa de Deolane Bezerra, que levantou suspeitas de possível abuso de autoridade. A alegação não comprova a prática de irregularidade.

Carolina Sott é repórter e editora no ND Mais, onde acompanha de perto os movimentos da política, segurança pública e economia no Brasil. Atuante na área desde 2020, é formada em Jornalismo pela Uniplac (Universidade do Planalto Catarinense) e tem MBA em Jornalismo Digital.

Escreve matérias que revelam bastidores, contextualizam disputas de poder e mostram, de forma clara, como decisões feitas no alto escalão impactam o cotidiano dos brasileiros. Interessada pelo que move Brasília, São Paulo e outras capitais, costuma ler sobre política e assuntos relevantes para o cenário político e social.

Indicada ao prêmio Microfone de Ouro da Acaert, já passou por portal de notícias e rádio, onde produziu e apresentou conteúdos que traduzem escolhas complexas para a vida das pessoas. Cobriu as Eleições Municipais em Lages (2020) e Florianópolis (2024), além de trabalhar na cobertura das Eleições Gerais de 2022 em um portal de notícias.

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