A virada histórica de Lula nas eleições de 2026, teve sotaque baiano e clima de carnaval. E quem puxou o coro foi Igor Kannário, o Príncipe do Gueto.
Aos 41 anos, o cantor transformou seu sucesso “Bota pra Virar” em trilha sonora da campanha do presidente pernambucano, levando o ritmo das periferias de Salvador para o centro da disputa presidencial. Nascido Anderson Machado de Jesus, em Salvador, Igor Kannário ganhou projeção à frente da banda A Bronkka.
Sua marca é o pagodão, gênero que mistura samba, percussão e batidas eletrônicas. Música de rua, de dança e de multidões.
Mas Kannário também conhece os corredores do poder. Foi vereador de Salvador e deputado federal pela Bahia, entre 2019 e 2023.
No Congresso, manteve forte alinhamento ao governo Bolsonaro. Polêmico, colecionou controvérsias e dividiu opiniões.
A virada veio também na política. No segundo turno de 2026, “Bota pra Virar” ganhou força na boca dos apoiadores de Lula.
O refrão caiu como uma luva para uma campanha mobilizada pela ideia de reação nas urnas. Foi um pedido coletivo para virar o jogo.
Kannário não ficou apenas nas redes sociais. Subiu em trios elétricos, participou de mobilizações na capital e no interior da Bahia e colocou seu prestígio popular a serviço da campanha petista.
O artista que já esteve alinhado à direita, em 2026, ajudou a embalar a militância de Lula ao som dos tambores baianos. Há uma curiosidade nessa história: a música, lançada em 2023, já havia ganhado uma adaptação eleitoral em 2024, na campanha de Geraldo Júnior à Prefeitura de Salvador.
No último domingo (25), Kannário voltou às ruas de Salvador em um trio elétrico, desta vez para celebrar a vitória de Lula. Kannário, que já ocupou uma cadeira no Congresso, voltou a fazer política de onde tem mais força: em cima do trio.
Uma trajetória que merece o nosso registro.
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