Quem é Gabriella Wilde, atriz de ‘Mulher-Maravilha 1984’ que se tornou 'doula da morte'

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Conhecida por trabalhos em produções como “Mulher-Maravilha 1984”, “Doctor Who” e “Poldark”, a atriz britânica Gabriella Wilde, de 37 anos, encontrou um novo caminho profissional fora dos sets de filmagem. Além da carreira artística, ela atua como doula da morte, profissional que oferece apoio emocional e acompanhamento a pessoas em fase final da vida e a seus familiares. Entrevista: Ronaldo Fraga fala sobre a chegada aos 60 anos: 'Cada vez mais safado' 'Exercícios, alimentação saudável e bons produtos na pele': os hábitos de beleza de Elizabeth Hurley A mudança começou enquanto Wilde trabalhava na série histórica “Poldark”, exibida pela BBC entre 2016 e 2019. Durante esse período, ela iniciou uma formação em psicoterapia e passou a estudar a relação das pessoas com o luto e a mortalidade. Em entrevista recente ao programa britânico “This Morning”, a atriz contou que o contato com esses temas mudou sua maneira de compreender a morte e a própria vida. — Comecei a me capacitar à noite enquanto ainda trabalhava em “Poldark” — disse. Segundo Wilde, o interesse surgiu quando percebeu como a morte continua sendo um assunto pouco discutido socialmente. A formação levou a atriz a aprofundar suas reflexões sobre o luto e a buscar uma maneira de oferecer apoio a pessoas que enfrentam o fim da vida. A artista contou que, inicialmente, sentiu a chamada síndrome do impostor ao assumir a nova função. Com o tempo, porém, compreendeu que o trabalho não depende necessariamente de encontrar respostas para todas as perguntas, mas de oferecer presença e acolhimento a quem está passando por um momento delicado. — Aprendi muito rápido que tudo se resume a estar lá e marcar presença. Há um processo em curso sobre o qual ninguém tem controle real. Trata-se apenas de oferecer um apoio calmo e gentil à família ou à pessoa — afirmou. Para ela, esse acompanhamento pode envolver gestos simples, como segurar a mão de alguém para que a pessoa não se sinta sozinha. Wilde também acredita que conversar abertamente sobre a morte ajuda pacientes e familiares a enfrentar o processo com menos isolamento. A morte da irmã e o diagnóstico de câncer A relação de Wilde com a mortalidade também foi marcada por experiências pessoais. Segundo relatos publicados pela imprensa britânica, a morte de sua irmã mais velha, Pandora Cooper-Key, e um diagnóstico equivocado de câncer contribuíram para transformar sua maneira de enxergar a vida e o luto. Em entrevista ao jornal britânico “The Times”, a atriz falou sobre a dificuldade de lidar com a ausência de alguém que ocupava um lugar importante em sua vida. A experiência a levou a refletir sobre a morte de uma forma mais direta e sobre o que permanece depois da perda. A própria experiência com a saúde também a aproximou dessas questões. O susto provocado pelo diagnóstico equivocado de câncer fez com que ela confrontasse a possibilidade da morte e repensasse suas prioridades. Wilde passou a se dedicar à formação na área e, desde 2019, atua como doula da morte. Ela também trabalha como voluntária em um hospice, instituição que oferece cuidados e assistência a pessoas com doenças graves ou em fase final da vida. Carreira começou como modelo Antes de se tornar conhecida como atriz, Gabriella Wilde iniciou a carreira como modelo. Nascida em 8 de abril de 1989, em Basingstoke, na Inglaterra, ela começou a trabalhar na indústria da moda ainda adolescente e participou de campanhas para marcas internacionais. Sua estreia no cinema ocorreu em 2009, com “St. Trinian's 2: The Legend of Fritton's Gold”. Dois anos depois, interpretou Constance Bonacieux na adaptação de “Os Três Mosqueteiros”. Em 2013, Wilde ganhou destaque ao viver Sue Snell em “Carrie, a Estranha”, adaptação do romance de Stephen King. No ano seguinte, protagonizou o romance “Endless Love”, no papel de Jade Butterfield. A atriz também participou da série britânica “Doctor Who”, em 2010, e interpretou Caroline Penvenen em “Poldark”, papel que desempenhou entre 2016 e 2019. Em 2020, integrou o elenco de “Mulher-Maravilha 1984”, filme estrelado por Gal Gadot, no qual interpretou Raquel. A atuação como doula da morte não significou necessariamente o encerramento da carreira artística, mas acrescentou uma nova dimensão à trajetória de Wilde. Em suas declarações, ela afirma que o trabalho transformou sua compreensão sobre a morte e o luto e também alterou a maneira como vive. A atriz defende que falar sobre o fim da vida não deve ser um tabu e que a presença de alguém durante esse processo pode fazer diferença tanto para quem está morrendo quanto para seus familiares.

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