Quem é Eduarda Campopiano e quais as suas propostas?

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Fonte da notícia: Valor Valor

A vereadora da Praia Grande (SP) Eduarda Campopiano (PL) se tornou, aos 23 anos, a candidata a deputada estadual mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026. A jovem recebeu mais de 1,9 milhão de votos, após uma campanha impulsionada pelas redes sociais.

Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Campopiano nasceu em 2003 em Campinas (SP), possui o ensino médio completo e não tem bens declarados.

Na sua biografia cadastrada no site da Câmara Municipal da Praia Grande, Campopiano é descrita como alguém que "sempre foi dedicada aos estudos e gostava de ler livros conteudistas de autores conceituados como Olavo de Carvalho e Roger Scruton".

Segundo o que é descrito, Campopiano iniciou a sua vida política em 2021, ao expor seus posicionamentos nas redes sociais. No ano seguinte, ela atuou como comentarista na rádio Jovem Pan. Eventualmente, participou de alguns projetos como o da Frente Parlamentar em Defesa da Vida desde a Concepção, uma vez que ela defende a criminalização do aborto.

Em 2024, ela foi eleita como vereadora da Praia Grande pelo PL com 3.583 votos. Ao todo, ela possui 1.040 matérias como primeira autora no site da Câmara Municipal da Praia Grande e participa da Comissão de Metropolização e Meio Ambiente da cidade.

Atualmente, Campopiano se descreve nas suas redes sociais como "a maior inimiga das feministas de SP". No seu perfil no Instagram, que reúne 2,5 milhões de seguidores, as suas publicações recentes se dividem entre imagens da campanha eleitoral e vídeos de reações a declarações públicas de adversários políticos.

Os deputados federais Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, que também foram eleitos nessas eleições pelo PL, aparecem com frequência nas publicações de Campopiano, assim como o candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro.

Recursos usados na campanha Nas eleições deste ano, Campopiano declarou ter recebido R$ 755.187,79 em recursos, dos quais 92,69% foram entregues pela direção nacional do PL, 3,31% foram doados por Lucas Pavanato, 1,7% vieram da direção estadual do PL e o restante veio de doadores pessoas físicas.

Dos valores gastos durante a campanha eleitoral, segundo o TSE, R$ 400 mil foram destinados a despesas com impulsionando de conteúdo, R$ 94,3 mil foram gastos em atividades de militância e mobilização de rua, R$ 59 mil foram para despesas com pessoal, R$ 56,1 mil foram para publicidade por materiais impressos e R$ 25,1 mil foram gastos em locação e cessão de bens ou imóveis.

Pautas e polêmicas As postagens nas redes sociais de Campopiano apontam que a candidata eleita defende pautas como a criminalização do aborto e o direito ao porte de armas de fogo.

Durante a sua atuação como vereadora, ela apoiou a destinação de verbas para hospitais e a criação de um projeto de lei que impede a nomeação ou contratação para determinados cargos públicos de pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças ou adolescentes.

A jovem também já se posicionou contra as cotas raciais e o reconhecimento da prostituição como profissão. Em maio deste ano, durante a participação de um debate promovido pelo RedCast, Campopiano agradeceu a Deus pela colonização do Brasil e associou os povos indígenas a práticas como canibalismo e sacrifícios.

"Glória a Deus que a extrema direita chegou e falou para os índios: 'Galera, fazer sacrifício e comer o braço do irmãozinho não é legal, enterrar criança viva...", declarou Campopiano na época. O comentário fez com que a artista e liderança indígena Katú Mirim registrasse um boletim de ocorrência por preconceito de raça ou cor.

Além disso, há postagens nas redes sociais de Campopiano que questionam a identidade de gênero da deputada federal reeleita Erika Hilton (Psol). Mais recentemente, por exemplo, nesta segunda-feira (05), a jovem provocou a candidata do Psol com uma publicação na rede X na qual dizia: "Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo? Rs".

po Eduarda Campopiano não resove retorno até o momento desta publicação.

Depois desse caso, a deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL) acionou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra Campopiano, por transfobia e violência política de gênero. Desde 2019, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) criminalizou a homofobia e a transfobia, que passaram a ser enquadradas pela Lei de Racismo e podem resultar em pena de um a três anos de prisão, além de multa.

Procurada pelo Valor por meio do diretório regional do PL de São Paulo, Eduarda Campopiano não respondeu até o momento desta publicação. O espaço segue aberto.

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