Quem é Anita Harley, personagem central da série documental 'O testamento', do Globoplay
Muita gente conhece a rede de lojas Casas Pernambucanas, mas o nome de sua gestora pouca gente sabia. Até a estreia de "O testamento: O segredo de Anita Harley", série documental do Globoplay com cinco episódios que conta a história da principal acionista da empresa. A questão é que Anita Louise Regina Harley está há dez anos em coma, e a disputa pelo controle de sua patrimônio tem sido uma das brigas judiciais mais controversas do país.
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É sobre isso que a série se debruça, ouvindo todos os principais envolvidos na disputa pela curatela de Anita, uma mulher solteira e sem filhos. Uma das peças é Cristine Rodrigues, secretária de longa data e designada pela própria Anita como sua curadora num testamento vital. Nsse documento, a pessoa indica quem gostaria que tomasse conta de seu patrimônio e expressasse suas vontades em caso de incapacidade, tipo um coma. Outro lado do conflito é Sônia Soares, conhecida como Suzuki, funcionária da mansão da empresária que alega ser companheira dela, numa união estável. Por fim, há Arthur, filho de Sônia, que garante ter sido criado como filho de Anita e pede o reconhecimento da maternidade socioafetiva, ou seja, não baseada em laços sanguíneos, mas amorosos.
Anita Harley
Reprodução TV Globo
Quem é Anita Harley
Anita é uma das bisnetas de Herman Lundgren, um imigrante sueco que veio para o Brasil no século XIX e fundou a rede de varejo. Criada no Recife nos anos 1940, filha de Helena Groschke Lundgren, ela assumiu o controle da empresa após a morte da mãe nos anos 1990. Segundo o jornal Valor Econômico, numa reportagem publicada em 2024, Anita tem 48% das ações de uma das holdings da Pernambucanas, sendo a maior acionista individual do grupo. Seu patrimônio é avaliado em R$ 2 bilhões.
Numa matéria da revista Exame publicada em 2011, a advogada foi descrita como "a discreta dama do varejo", "misteriosa e reclusa". "Apenas duas pessoas lidam com Anita no dia-a-dia: uma secretária e uma copeira com dedicação exclusiva", dizia a reportagem, sem dar o nome das funcionárias. "Se poucas pessoas a conhecem de perto, seu temperamento difícil, por outro lado, ganhou notoriedade dentro e fora da empresa. Tom de voz grave, com fala forte e acentuado sotaque nordestino, Anita não faz o tipo diplomático."
A pernambucana viveu mais de 30 anos em três apartamentos do hotel Ca'd'Oro, um dos mais famosos de São Paulo. Só saiu de lá porque o prédio precisou passar por reformas e se instalou numa mansão de mais de R$ 30 milhões. Foi lá que sofreu o AVC, em 2016. Essa casa é ocupada hoje por Suzuki.
Antes do coma, Anita apresentava problemas de locomoção e movimenta-se numa cadeira de rodas.
