Homem russo mata cinco pessoas em um ataque a tiros em Kiev e faz reféns em supermercado

 

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Um homem russo de 58 anos fez um ataque a tiros no sul de Kiev, capital da Ucrânia, neste sábado (18). Segundo informações da agência de notícias AFP, ele teria disparado contra civis e feitos reféns em um supermercado. Até o momento, cinco pessoas morreram e outras dez foram hospitalizadas. O homem também foi morto pela polícia de Kiev. Uma sexta vítima também já teria falecido no hospital, segundo o jornal La Nacion.

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O homem teria feito uma primeira vítima ainda na rua, com um tiro à queima-roupa. Em seguida, entrou no supermercado, disparou mais tiros, quando uma confusão foi instalada, de acordo com o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko. Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, o homem fez ainda quatro reféns no estabelecimento, que foram resgatados.

"O agressor em Kiev que abriu fogo contra civis foi eliminado", acrescentou o presidente, que ofereceu suas condolĂŞncias Ă s famĂ­lias das vĂ­timas.

Perita analisa cena do crime depois de atentado em Kiev

SERHII OKUNEV / AFP

O homem usou uma arma automática, segundo o procurador-geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko, que informou a nacionalidade e idade do homem. A motivação do crime, no entanto, ainda é investigada.


"Tentamos convencê-lo. Percebendo que provavelmente havia alguém ferido lá dentro, oferecemos torniquetes para estancar o sangramento. Mas ele não respondeu. Por isso, foi dada a ordem para eliminá-lo", disse o ministro do Interior, Igor Klimenko, que informou que a negociação no supermercado durou cerca de 40 minutos.

Uma funcionária do supermercado explicou como foi o momento em que perceberam a entrada do homem no local.

"Ouvimos os barulhos de tiro na loja, como garrafas de champanhe sendo abertas ou balões estourando várias vezes. Então os clientes começaram a gritar: 'Corram!'. Há um lugar onde você pode se esconder atrás dos refrigeradores, e nós corremos para lá. Ouvi um homem gemendo", relatou ela à AFP, ainda impactada e com a voz trêmula.

Agente de segurança em frente a supermercado onde houve ataque a tiros em Kiev

SERGEI SUPINSKY / AFP