Queimaduras responderam por 2.255 das 6.893 hospitalizações de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos por acidentes no Rio de Janeiro em 2025, o equivalente a 32,7% dos casos de lesões não intencionais do período. WhatsApp passará a cobrar a mensagens no modelo Business API a partir de outubro Fachin retira Moraes da relatoria do inquérito das fake news e assume investigação em meio à crise no STF Vereador morre esmagado por 1 tonelada de batata em Santa Catarina O elevado número coloca as queimaduras como um dos principais pontos de atenção no Estado, segundo levantamento do Projeto Criança Segura da Aldeias Infantis SOS. Ao mesmo tempo, o estudo, realizado com base em dados do Ministério da Saúde, também revela que as quedas permanecem como a principal causa de hospitalizações por acidentes entre crianças e adolescentes fluminenses, com 2.598 internações em 2025, correspondentes a 37,7% do total estadual.
Também se destacam, no levantamento da Organização, as 591 hospitalizações por acidentes de trânsito (ou 8,6% do total) e 95 por intoxicações entre crianças e adolescentes de 0 a 14 anos no Rio de Janeiro em 2025. Para José Carlos Sturza de Moraes, cientista social e pesquisador do Projeto Criança Segura da Aldeias Infantis SOS, os números reforçam que a prevenção precisa considerar os diferentes ambientes e situações de risco. “Os dados mostram que não existe uma única realidade quando falamos de acidentes na infância”. “No Rio de Janeiro, as quedas continuam sendo o principal motivo de hospitalização, mas as queimaduras apresentam uma participação especialmente elevada. Conhecer esse perfil é fundamental para orientar campanhas informativas às famílias, escolas e comunidades. Assim como qualificar as ações do poder público, tanto para redução dos riscos quanto em se preparar para melhor atender aos casos em que a criança já sofreu o acidente”, afirma. De acordo com o levantamento, mais de 90% dos acidentes envolvendo crianças e adolescentes poderiam ter sido evitados, se houvesse supervisão adequada e informação para reduzir situações de risco nos diferentes espaços frequentados pela população infantojuvenil. Mortes: sufocamento é principal causa O estudo da Aldeias Infantis SOS também traz dados referentes a mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos em todo o Brasil no ano de 2024. A soma das oito categorias analisadas revela que, naquele ano, foram registradas 3.341 mortes. No levantamento, a morte por sufocação foi a principal causa, com 1.039 óbitos (ou 31,1% do total de casos registrados), seguidas por acidentes de trânsito, com 922 (27,6%), e afogamentos, com 850 (25,4%). Juntas, essas três causas responderam por, aproximadamente, 84,1% das mortes totais do período analisado. Perfil da mortalidade também muda conforme a idade Crianças de 1 a 4 anos concentraram 1.095 mortes, ou 32,8% do total, enquanto os menores de 1 ano somaram 930 óbitos (27,8%). Entre as sufocações, 75% das mortes vitimaram bebês, enquanto os afogamentos concentraram vítimas de 1 a 4 anos. Já os acidentes de trânsito atingiram diferentes perfis, incluindo ocupantes de automóveis e caminhonetes, pedestres, motociclistas e ciclistas. Para Sturza, os dados reforçam, no conjunto, a necessidade de ampliar a prevenção e qualificar as informações sobre acidentes e riscos de morte: “O desafio, para todos nós, é fomentar uma cultura de cuidado e de responsabilidade coletiva sobre a segurança e o bem-estar de nossas crianças e nossos adolescentes, para que possam se desenvolver plenamente como indivíduos”
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