Equipes de resgate no Nepal recuperaram na quarta-feira quatro corpos no túnel da usina hidrelétrica de Chilime, no rio Trishuli, três semanas após a avalanche de lama que atingiu o país e deixou milhares de desaparecidos. Com isso, o número de mortos recuperados até o momento chegou a 1.403 no país asiático.
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A Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres nepalesa também informou que outros cinco corpos foram localizados em uma área diferente e que eles ainda deveriam ser retirados. Ao menos 6.150 pessoas continuam desaparecidas.
Familiares dos desaparecidos vêm realizando protestos para pressionar o governo a acelerar as buscas, especialmente nos túneis das usinas hidrelétricas atingidas pelas inundações. Muitos também pedem que as autoridades declarem oficialmente mortos aqueles que ainda não foram encontrados, ação que permitiria a emissão de certidões de óbito necessárias para procedimentos legais e ritos religiosos.
"O governo não fez muito por nós. Eles não se reuniram conosco, nem nos deram informações ou garantias", afirmou à Associated Press Usha Khatri, cujo marido está entre os desaparecidos.
Ao todo, treze hidrelétricas foram danificadas pelas inundações no Nepal, e trabalhadores foram arrastados pela correnteza ou ficaram presos em meio à água e aos escombros.
Treze hidrelétricas foram atingidas por inundações no Nepal Exército do Nepal via AP As operações de resgate têm sido dificultadas pelo acúmulo de lama, destroços e danos à infraestrutura. Apesar das dificuldades, dois trabalhadores nepaleses foram encontrados com vida em 4 de setembro, dias após o desastre, e, posteriormente, um trabalhador chinês foi resgatado em outra área.
O ministro das Finanças do Nepal, Swarnim Wagle, estima que os custos de reconstrução do país ficarão entre US$ 4 e US$ 5 bilhões, o equivalente a cerca de um décimo da economia do país.
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