Quase todos os civis mortos em ataques iranianos nos países do Golfo são trabalhadores migrantes
Murib Zaman trabalhou como motorista nos Emirados Árabes Unidos (EAU) por duas décadas, vivendo a mais de 1.600 km de sua família no noroeste do Paquistão e enviando US$ 300 (cerca de R$ 1.500) por mês para casa. Abu Dhabi, capital dos Emirados, parecia muito mais segura do que sua remota aldeia, onde militantes talibãs paquistaneses vagavam. Agora, os pais dele receberam a notícia de que o filho havia sido morto em uma guerra distante — atingido por destroços que caíram de um míssil iraniano interceptado, segundo comunicado do governo dos EAU. Dezenas de milhões de pessoas como Zaman formam a espinha dorsal da economia dos Estados do Golfo Pérsico, ricos em petróleo e gás natural que dependem fortemente de mão de obra estrangeira. Desde o início do ataque dos EUA e de Israel ao Irã, os persas dispararam centenas de mísseis e drones em retaliação aos vizinhos. São os migrantes que estão pagando o preço mais alto. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
