Qual é o pior álbum dos Rolling Stones? Não há consenso sobre os maiores fracassos

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Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Bruce WilliamPostado em 31 de outubro de 2026 Poucas bandas construíram uma discografia tão extensa quanto os Rolling Stones.

Desde os primeiros álbuns, lançados em 1964, Mick Jagger, Keith Richards e companhia atravessaram diversas transformações musicais, experimentaram tendências e produziram alguns dos trabalhos mais celebrados da história do rock. Mas nem tudo deu certo, e a escolha do pior disco do grupo está longe de ser uma unanimidade.

Um dos candidatos mais frequentes é "Dirty Work", de 1986. Gravado durante um período especialmente turbulento na relação entre Jagger e Richards, o álbum acabou associado à crise que quase provocou o fim da banda.

Em julho de 2026, o Los Angeles Times colocou o trabalho na última posição de seu ranking da discografia dos Stones, criticando a falta de inspiração das músicas e destacando "Harlem Shuffle" como uma das poucas exceções. O disco anterior, "Undercover" (1983), também costuma aparecer entre os menos queridos.

Embora tenha apresentado músicas como "Undercover of the Night" e "She Was Hot", sua mistura de rock, elementos dançantes e sonoridades típicas dos anos 1980 desagradou parte dos fãs. A NME, por exemplo, colocou o álbum entre os últimos de sua classificação publicada em 2023, enquanto o Los Angeles Times o posicionou imediatamente acima de "Dirty Work".

Outro nome recorrente é "Their Satanic Majesties Request", de 1967. Lançado em plena explosão da psicodelia, o disco marcou uma tentativa de explorar territórios bastante diferentes do blues e do rock que haviam consagrado os Stones.

Frequentemente comparado a "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles, o trabalho dividiu opiniões, embora tenha sido reavaliado positivamente por parte da crítica ao longo dos anos.

Há ainda quem inclua "A Bigger Bang", de 2005, na discussão. O álbum foi apresentado como um retorno às raízes roqueiras da banda, mas recebeu críticas pela duração excessiva e pela presença de músicas consideradas dispensáveis.

O The Guardian, em uma classificação publicada em 2018, colocou o disco numa posição relativamente baixa, embora tenha reconhecido a energia de faixas como "Rough Justice" e "Oh No, Not You Again". Uma curiosidade é que as listas mais recentes apresentam escolhas bastante diferentes.

Enquanto o Los Angeles Times colocou "Dirty Work" na última posição, a Classic Rock escolheu "Emotional Rescue" (1980), seguido justamente por "Dirty Work" e "Steel Wheels" (1989). Já a NME reservou suas últimas posições para "Blue & Lonesome" (2016) e "Bridges to Babylon" (1997), demonstrando como os critérios variam de uma publicação para outra.

No caso de "Dirty Work", a má reputação também tem uma dimensão histórica: o disco chegou num momento em que a parceria Jagger-Richards parecia perto do esgotamento, mas a banda sobreviveria à crise e voltaria a gravar junta em "Steel Wheels", três anos depois.

Quatro décadas mais tarde, aquele período continua rendendo discussões sobre até que ponto os conflitos pessoais afetaram a qualidade musical dos Stones.

Publicação Original Whiplash whiplash.net
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