Quais são os menores países do mundo e por que eles despertam tanto fascínio?

 

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No mapa-múndi existem países tão pequenos que poderiam ser explorados em um único dia a pé ou de carro. Alguns não são maiores que uma cidade europeia, mas carregam séculos de história, uma identidade própria e uma presença internacional que desmente a ideia de que a importância se mede em quilômetros quadrados.

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São microestados, territórios minúsculos que fascinam pelo contraste entre seu tamanho e importância. No total, existem 18 países cuja área não ultrapassa 600 quilômetros quadrados, uma porção de terra menor que a cidade de Madri.

Apesar disso, são estados soberanos com seus próprios governos, populações permanentes e um lugar no cenário político mundial. Muitos também se tornaram destinos turísticos muito procurados, capazes de oferecer experiências intensas em espaços reduzidos.

Europa em miniatura

O continente europeu abriga alguns dos menores países do planeta. Lá você encontrará a Cidade do Vaticano, o menor estado do mundo, com apenas 0,44 quilômetros quadrados no coração de Roma. Fundada em 1929 e administrada pela Santa Sé, possui uma das maiores concentrações de arte e história do planeta, com a Basílica de São Pedro ocupando grande parte de seu território.

Nas proximidades, na Riviera Francesa, encontra-se o Principado de Mônaco, uma cidade-estado de pouco mais de dois quilômetros quadrados que combina luxo, alta densidade populacional e forte apelo turístico. Sua fama internacional é frequentemente associada ao cassino de Monte Carlo, embora também possua museus, jardins e um centro histórico que contrasta com sua imagem glamorosa.

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Localizada na Itália, San Marino é uma das repúblicas mais antigas do mundo. Abrangendo 61 quilômetros quadrados, sua história remonta a 300 d.C., e três de seus principais pontos turísticos são Patrimônio Mundial da UNESCO.

Liechtenstein, situado entre a Suíça e a Áustria, completa este grupo europeu, com 160 quilômetros quadrados marcados por paisagens alpinas, museus de arte e uma economia especializada.

Ilhas pequenas, desafios enormes

Longe da Europa, no meio do Oceano Pacífico, encontram-se alguns dos menores e mais vulneráveis ​​países do mundo. Nauru, com apenas 21 quilômetros quadrados, passou por diversas administrações estrangeiras antes de conquistar sua independência em 1968. Hoje, mantém sua própria identidade, tendo inclusive um idioma nacional, o nauruano.

Tuvalu, com seus 26 quilômetros quadrados distribuídos por atóis, é uma das nações mais ameaçadas pela elevação do nível do mar. Sua localização, a meio caminho entre o Havaí e a Austrália, moldou um modo de vida intimamente ligado ao oceano e com poucos recursos naturais, além de corais e cocos.

As Ilhas Marshall, compostas por ilhas e atóis que totalizam menos de 200 quilômetros quadrados, conquistaram sua independência em 1990. No Caribe, São Cristóvão e Névis compreendem duas ilhas vulcânicas cuja história moderna começou com a chegada de Cristóvão Colombo e que hoje conservam extensas plantações de cana-de-açúcar selvagem.

Para além dos números, esses países demonstram que o tamanho não determina a riqueza cultural, a história ou o impacto global. Para os viajantes, eles representam destinos onde tudo parece concentrado, intenso e acessível, lembrando-nos de que mesmo nos menores espaços, mundos inteiros podem caber.