Quaest: fim da 6x1 e caso Master tiveram mais impacto no voto para presidente no 1º turno que aumento do Bolsa Família

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Novos dados da pesquisa Quaest divulgados nesta quinta-feira apontam que o fim da escala 6x1 e o escândalo do Banco Master tiveram mais influência sobre o voto para presidente no primeiro turno que o anúncio do aumento do Bolsa Família. O levantamento aponta que as notícias veiculadas no período eleitoral serviram, em sua maioria, para reforçar a opção por um candidato já escolhido. Pesquisa Quaest: Flávio tem 45%, e Lula marca 44%; distância diminui a quatro dias da eleição Rejeição a Flávio, medo do retorno dos Bolsonaro, aprovação do governo: os sinais positivos para Lula na Quaest Segundo a Quaest, 17% dos entrevistados classificaram como "a notícia mais importante para a definição do voto o primeiro turno" o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional — um dos principais trunfos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que explorou o caso como aumento da qualidade de vida dos trabalhadores e a oposição inicial à proposta do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Outros 14% citaram as denúncias sobre o envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e 13%, de políticos, com as suspeitas de crime no Banco Master. Para 11%, a notícia que mais influenciou a decisão do voto em 4 de outubro foi a proibição das bets, dos sites de apostas e os cassinos online, anunciada pelo governo Lula após a percepção dos prejuízos à economia popular e a ampla popularidade do veto. Flávio, por sua vez, adotou discurso menos terminativo e acusou o rival de oportunismo.

Já a polêmica envolvendo a retirada do título de Padroeira de Nossa Senhora, desencadeada por debates sobre um projeto arquivado há quase 20 anos, foi importante para a escolha de outros 8%. Durante a campanha, aliados de Lula repercutiram que Flávio poderia retomar o projeto para cumprir sua promessa de decretar "Brasil é do Senhor Jesus", mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou qualquer intenção nesse sentido.

Criticado pela oposição como medida eleitoreira da gestão Lula às vésperas do pleito, o aumento do Bolsa Família, por sua vez, foi classificado como a notícia mais importante por apenas 7%, mesmo percentual daqueles que não souberam/não responderam. O incremento no benefício, contudo, foi o mais importante para 11% dos eleitores no Nordeste, 10% dos votantes com Ensino Fundamental e 11% dos eleitores mais pobres, que recebem até dois salários mínimos. Pelos dados gerais, mais de um quinto do eleitorado (23%) disse que "nenhuma dessas" novidades foi tão decisiva para o voto. Diferentes perfis Considerando a intenção de voto no segundo turno, os entrevistados que declararam apoio a Lula consideraram a notícia mais importante do primeiro turno a defesa do fim da escala 6x1 (25%), enquanto os eleitores de Flávio citaram as denúncias do STF com o Master (23%). A pesquisa ainda mostra que as notícias elencadas tenderam a reforçar o voto em um candidato já escolhido: de 85%, no caso do fim da escala 6x1 e do aumento do Bolsa Família, a 78%, na proibição das bets. Os dados mostram que, para eleitores que votaram em Lula, as notícias mais importantes foram o fim da escala 6x1 (25%); a proibição das bets (15%); o envolvimento de políticos com Daniel Vorcaro o seu Banco Master (13%); e a polêmica de Nossa Senhora (11%). Já os eleitores que preferiram Flávio Bolsonaro em 4 de outubro citaram como as notícias mais importantes as denúncias dos elos de ministros do STF com o Master (23%); o envolvimento de políticos com a instituição financeira liquidada (13%); e o fim da escala 6x1 (11%). No caso dos apoiadores de Renan Santos (Missão), 31% consideraram decisivo o elo de políticos com Daniel Vorcaro, assim como 43% dos que votaram em Ronaldo Caiado (PSD). Entre quem optou por Augusto Cury (Avante) no primeiro turno, as notícias mais importantes foram o fim da 6x1 (16%) e o vínculo de políticos e ministros do STF com o Master (13%, cada). Ainda segundo a Quaest, o Caso Master foi um dos fatores que mais induziu mudança de voto, apesar de o efeito ser minoritário. Dos entrevistados, 8% disseram que alteraram a escolha pela relação de políticos com a instituição capitaneada por Daniel Vorcaro e 6%, pela relação de ministro do STF com a empresa. Enquanto isso, 7% afirmaram que a proibição das bets os fez mudar o voto e 5%, cada, relataram essa consequência após saberem do fim da escala 6x1 e o caso de Nossa Senhora. Contratado pelo GLOBO e pela TV Globo, o levantamento fez 2.154 entrevistas domiciliares presenciais entre 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e nível de confiança é de 95%. O registro junto à Justiça Eleitoral foi feito sob o código BR-08535/2026.

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