Divulgada nesta quarta-feira, a nova pesquisa da Quaest mostra a percepção dos eleitores brasileiros em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o levantamento, 45% dos eleitores aprovam a gestão do petista, enquanto outros 48% a desaprovam. Outros 7% não souberam ou não quiseram responder.
Leia mais: Dos atos pró-Lula aos 'bloquinhos' bolsonaristas: manifestações mudam de cara, mas será que ajudam a virar voto? Quaest: Flávio Bolsonaro marca 46% contra 44% de Lula em primeira pesquisa do 2º turno O número de aprovação representa uma oscilação positiva de um ponto percentual em relação à pesquisa anterior, do dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno. A mesma pesquisa havia mostrado a desaprovação do governo Lula em 49%.
A avaliação negativa do governo oscilou dois pontos percentuais para baixo em relação ao levantamento do dia 3 de outubro e chegou a 40%. Já a avaliação positiva marcou 34%, outra movimentação dentro da margem de erro. Para outros 24%, a gestão do petista é regular.
Contratada pela Globo e pelo jornal O GLOBO, a Quaest fez 2.154 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-08729/2026. Após o início do segundo turno, a campanha do petista promoveu uma revisão da estratégia de comunicação. As mudanças envolveram desde a gravação de vídeos em formato de selfie com Lula até mobilizações na Avenida Paulista e na Praia de Copacabana. Nesta terça-feira, o petista anunciou uma série de novas medidas, como o perdão de débitos tributários de microempreendedores individuais (MEIs) e o pagamento de até R$ 5 mil via Pix para o segmento em 2027. Pelas redes sociais, o petista também prometeu criar um programa Pé-de-meia para universitários, caso reeleito.
No ato realizado na Avenida Paulista neste domingo, o petista discursou e pediu para que eleitores convençam aqueles que não foram votar no primeiro turno a comparecerem às urnas. Já Flávio Bolsonaro tem concentrado esforços na articulação com partidos, que, ao longo dos últimos dias, declararam apoio à sua campanha. Na lista estão Republicanos, Podemos, União Brasil Progressistas e Novo. Nesta terça-feira, 16 diretórios do MDB declararam apoio ao senador, enquanto outros dez ficaram com Lula.
Derrotado no primeiro turno, o PSD optou por declarar oficialmente neutralidade, mas com liberdade para seus integrantes decidirem a quem apoiar. Além de Caiado, o governador do Paraná Ratinho Jr. é outro filiado à sigla que declarou apoio a Flávio. O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), derrotado por Douglas Ruas (PL) na disputa pelo governo do estado, manteve o apoio a Lula.
Flávio também fez novos anúncios de olho no eleitorado. Na última sexta-feira, ele afirmou, durante o horário eleitoral, que, caso eleito, manterá programas sociais e afirmou ter a intenção de criar um Ministério da Prosperidade, voltado para a qualificação profissional e empreendedorismo. Nesta terça-feira, mudou de posição e passou a afirmar que iria votar a favor do fim da escala 6x1, em votação no Senado.
O Globo