'Pura maldade': pai é condenado por matar cinco filhos bebês após três décadas de silêncio; entenda

 

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Um homem descrito pelo Ministério Público como a “pura maldade” foi condenado nesta terça-feira (6) pelo assassinato de seus cinco filhos bebês, crimes cometidos ao longo de quase uma década e que permaneceram ocultos por mais de 30 anos. Paul Perez, de 63 anos, foi considerado culpado por múltiplas acusações de homicídio e agressão fatal contra crianças menores de oito anos, em julgamento realizado em Woodland, na Califórnia, nos arredores de Sacramento.

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O promotor distrital do Condado de Yolo, Jeff Reisig, afirmou que os crimes “envolveram pura maldade” e defendeu que o réu passe o resto da vida na prisão. A condenação encerra uma longa busca por justiça para os cinco bebês nascidos entre 1992 e 2001, mortos poucos meses após o nascimento.

Descoberta do crime e avanço do DNA

As autoridades só foram alertadas para o caso em 2007, quando o corpo de um bebê foi encontrado dentro de uma caixa térmica metálica. A descoberta ocorreu de forma acidental: o pescador Brian Roller atingiu a caixa enquanto pescava com arco e flecha. Dentro, havia os restos mortais de um bebê de cerca de três meses, enrolado em um cobertor do Ursinho Pooh e plástico, com objetos usados para dar peso ao recipiente. Em entrevista à Associated Press, em 2020, Roller relatou que soube da gravidade da situação ao ver um policial chorar no local.

Somente em 2019, com o avanço das tecnologias de DNA, o bebê foi identificado como Nikko Lee Perez, nascido em 8 de novembro de 1996, em Fresno, segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Yolo e o Departamento de Serviços Forenses da Califórnia. A partir daí, investigadores ligaram a criança a Paul Perez e descobriram a existência de outros quatro filhos, todos mortos em circunstâncias semelhantes. Entre eles, havia dois bebês chamados Kato, outro Nikko e uma menina chamada Mika.

À época dos crimes, Perez vivia em situação de rua e conseguiu escapar das suspeitas por anos. Ele foi preso e acusado formalmente em 2020, enquanto já estava sob custódia por outro crime. Sua ficha criminal incluía agressão com intenção sexual, roubo de veículo, porte de arma como detento, fuga em liberdade condicional e registro como agressor sexual.

Durante o julgamento, a esposa de Perez, Yolanda Perez, relatou anos de medo e violência. Em depoimento, afirmou que acordou em 1992 com um barulho violento e encontrou o filho Kato sem respirar; à época, a morte foi atribuída à Síndrome da Morte Súbita Infantil. Anos depois, segundo ela, outro bebê, Mika, foi encontrado com bolhas na boca, e Perez teria impedido qualquer socorro, ameaçando matá-la. Yolanda também relatou episódios de abuso contra outros filhos e descreveu ter visto corpos escondidos em recipientes improvisados.

Yolanda e a filha mais velha do casal, Brittany, disseram às autoridades que nunca denunciaram os crimes por medo de represálias. Yolanda se declarou culpada por cinco acusações de colocar crianças em perigo ao não denunciar os assassinatos. Inicialmente, Perez havia se declarado inocente.

A audiência de sentença está marcada para 6 de abril. Perez enfrenta prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.