247 – O Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo vai solicitar a prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, sob a acusação de descumprimento de uma determinação da Justiça Eleitoral que exige a circulação de 100% da frota de ônibus da capital paulista, com transporte gratuito, neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições.
A informação foi divulgada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. Segundo o PT, apenas 60% dos ônibus estariam em operação, apesar da ordem do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para que a prefeitura disponibilizasse a frota integral prevista para dias úteis regulares.
A legenda sustenta que a redução da oferta de transporte está prejudicando o deslocamento de eleitores até os locais de votação. O deputado federal Kiko Celeguim, presidente do PT paulista, afirmou que o partido vem cobrando providências da administração municipal desde o início do dia, mas não obteve resposta satisfatória.
“Temos pedido desde cedo que reestabeleçam a frota, e a prefeitura não atende”, declarou Celeguim. Além de pedir a prisão do secretário, o PT pretende solicitar à Justiça Eleitoral a ampliação do horário de votação na cidade de São Paulo.
O argumento é que a insuficiência de ônibus estaria impedindo parte do eleitorado de chegar às respectivas seções eleitorais dentro do prazo estabelecido. Justiça determinou circulação de 100% da frota
Na sexta-feira (23), a Justiça Eleitoral determinou que a Prefeitura de São Paulo e a São Paulo Transporte (SPTrans) garantissem a circulação de 100% da frota de ônibus prevista para dias úteis regulares durante o segundo turno. A decisão também estabeleceu multa individual de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado da determinação judicial.
Ambos foram advertidos de que a desobediência à ordem poderia configurar crime eleitoral, além de resultar em responsabilização nas esferas civil e administrativa. A medida judicial buscou assegurar condições de deslocamento aos eleitores da maior cidade do país, evitando que dificuldades no transporte coletivo comprometessem o exercício do direito ao voto.
A denúncia apresentada pelo PT coloca a administração de Ricardo Nunes sob questionamento quanto ao cumprimento da determinação. O percentual de 60% da frota em circulação, entretanto, é uma informação atribuída ao partido e não foi confirmado de maneira independente nas informações divulgadas.
SPTrans critica prazo para cumprimento da decisão A SPTrans informou que cumprirá a determinação do TRE-SP, mas criticou a alteração das exigências operacionais às vésperas da votação.
Segundo a empresa municipal, a prefeitura havia apresentado anteriormente um planejamento que previa a circulação de 6.900 ônibus neste domingo, quantidade 40% superior à normalmente disponibilizada aos domingos. A SPTrans argumenta que esse planejamento havia sido comunicado previamente e não tinha recebido questionamentos até a decisão judicial.
A empresa também afirmou que as concessionárias responsáveis pelo transporte coletivo teriam menos de 12 horas para mobilizar mais de 10 mil trabalhadores, o que poderia comprometer as folgas previstas e até mesmo o exercício do direito ao voto pelos funcionários convocados. Apesar das críticas, a companhia declarou que atenderia à determinação da Justiça Eleitoral.
A Prefeitura de São Paulo não se manifestou sobre a denúncia do PT nem sobre a decisão judicial. Transporte gratuito atendeu 3,4 milhões no primeiro turno
A gratuidade do transporte coletivo durante as eleições tem como objetivo facilitar o acesso da população às seções eleitorais, especialmente para os cidadãos que dependem dos ônibus municipais para se deslocar. No primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro, o sistema de ônibus da capital paulista transportou gratuitamente 3,4 milhões de passageiros, segundo os dados apresentados pela SPTrans.
Brasil 247