PT pede prisão de Bruno Reis, prefeito de Salvador, por desobedecer TRE-BA

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

O PT entrou com um pedido de prisão contra o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), porque os ônibus urbanos não circularam na capital baiana neste domingo (25/10), dia de eleição de segundo turno. Às 11h54, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou o restabelecimento imediato das frotas municipais.

Às 12h23, os veículos seguiam estacionados. “Mais grave do que todas as frotas paradas, o sindicato informou que as empresas sequer convocaram os motoristas, que nem mesmo foram avisados da necessidade de reforço da operação.

Isso demonstra o dolo do prefeito e dos proprietários”, diz a petição encaminhada à Justiça Eleitoral. O secretário de Mobilidade Urbana da capital baiana teve o pedido de prisão aceito pela Justiça, mas ele está em viagem para Paris, na França.

No documento que pede a prisão de Reis, o PT lembra de 2022, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez barricadas para evitar que os eleitores chegassem às urnas. E que, em janeiro de 2023, o então Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, estava em viagem aos Estados Unidos quando ocorreram os ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro.

“A referência não pretende antecipar juízo sobre ninguém. Serve para mostrar que a ausência do responsável direto não afasta a responsabilidade de quem permanece no comando e mantém o resultado, e que a Justiça Eleitoral não pode permitir que a viagem de um secretário funcione como anteparo para o descumprimento de sua ordem”, diz a petição.

A prefeita Débora Borges (União) de Lauro de Freitas, cidade vizinha a Salvador, também foi alvo de pedido de prisão do PT por não colocar os ônibus em circulação no município. Segundo a ação, a ausência de transporte público tem como objetivo favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro.

“A Prefeita é uma das coordenadoras da campanha da candidatura adversária da chapa representada pelas requerentes. A gestora que tem o dever constitucional e legal de garantir o A Prefeita é uma das coordenadoras da campanha da candidatura adversária da chapa representada pelas requerentes.

A gestora que tem o dever constitucional e legal de garantir o transporte gratuito no dia da eleição é a mesma que coordena uma das campanhas em disputa, e é ela quem retira os ônibus das ruas durante a votação”, diz a petição.

Publicação Original Metropoles metropoles.com
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