Neste domingo (18), o presidente Lula (PT) não tem agendas públicas além do debate da Band, que será realizado às 20h. Entretanto, há atos público em prol do petista em todo o país, e a campanha tem apostado em manifestações descentralizadas: diversas entidades e diretórios do PT e de siglas aliadas vêm realizando eventos nos últimos dias para angariar apoio a Lula.
A ideia do partido, segundo apurou o GLOBO, é incentivar os movimentos mais orgânicos e localizados, com autoridades como o próprio presidente, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e outros políticos aliados participando quando possível.
Neste domingo, por exemplo, estão previstos “atos pela democracia” convocados por artistas em diversas capitais. Em São Paulo, Emicida, Rashid e Julia Costa, entre outros nomes do rap, realizam uma manifestação pró-Lula na Zona Norte. No Rio, Caetano Veloso e outros artistas farão um ato em Copacabana e, em Salvador, Gilberto Gil, BaianaSystem e Daniela Mercury também convocaram evento para apoiar Lula. A mobilização de artistas foi alvo de ações na Justiça Eleitoral, ajuizadas pelo Novo e por políticos do Rio de Janeiro, que alegam que os atos, na verdade, seriam "showmícios", prática vedada pela lei. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou na última quinta-feira (15) a ação que buscava impedir a realização do ato musical, mas encaminhou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para eventuais providências cabíveis. Em São Paulo, estava prevista uma manifestação no Vale do Anhangabaú, no Centro, que foi posteriormente transferida para o Largo da Batata, na Zona Oeste, e, depois, cancelada. A decisão gerou revolta entre militantes e manifestação foi mantida por organizadores independentes e, por volta das 13h30, fechou a Avenida Faria Lima no sentido Itaim Bibi.
Ato em apoio a Lula no Largo da Batata, na Zona Oeste de São Paulo, neste domingo (18) Mauricio Xavier Ao GLOBO, fontes ligadas ao PT disseram que "agora a campanha está num momento descentralizado" e que "está todo mundo fazendo ato". Acrescentaram que o partido não vai "desautorizar" manifestações convocadas por forças independentes. A decisão de descentralizar os atos da esquerda ocorre a após o ato que reuniu uma multidão na Avenida Paulista no domingo passado (11). Inicialmente, a manifestação era organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e por centros acadêmicos universitários, que se mobilizaram espontaneamente após o resultado do primeiro turno. Ao longo da semana, ganhou a adesão de movimentos organizados da esquerda. Lula confirmou a presença apenas na véspera, quando estava claro que a mobilização seria grande.
Também participaram lideranças como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato derrotado do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).
Parte dos manifestantes empunhava cartazes e imagens de Nossa Senhora de Aparecida, que virou motivo de embate durante a campanha eleitoral após a divulgação de um projeto de lei, arquivado há quase 20 anos, cujo objetivo era retirar da santa o título de padroeira do Brasil. Também se destacavam bandeiras de legendas como PSTU, UP, PSB e faixas em apoio a pautas associadas ao petista, como o fim da escala 6x1 e o Bolsa Família.
Ato na Alemanha Na Alemanha, na cidade de Colônia, que concentra cerca de 6 mil brasileiros, houve uma manifestação de apoio a Lula neste domingo. Centenas pessoas se reuniram em frente à Catedral de Colônia, quinta igreja mais alta do mundo e patrimônio da humanidade, com cartazes com frases pela democracia e pela soberania brasileira. Acompanhados por percussionistas de um bloco, os brasileiros cantaram o Hino Nacional, entoaram jingles da esquerda e uma música do Festival de Parintins.
Nas eleições deste ano, Colônia foi um dos pontos oficiais de votação para brasileiros na Alemanha. Durante a manifestação, da qual participaram trabalhadores e estudantes brasileiros, crianças e idosos, foi lida uma carta de convocação aos eleitores. Em seguida, foram feitos discursos em prol da saúde, da educação, da igualdade racial e em defesa da liberdade. Além de brasileiros, outros latino-americanos também estiveram presentes no ato.
Ato em apoio à reeleição do presidente Lula em Colônia, na Alemanha Thayná Rodrigues Flávio na Paulista Também neste domingo, o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participa de um ato na Avenida Paulista. Flávio chegou por volta das 11h15, quando a manifestação tomava cerca de 12 blocos da avenida. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR) deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) e a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) também participam do comício, batizado de "Bloco 22". O influenciador Pablo Marçal também estava no trio.
Por volta das 12h30, os apoiadores rezaram o Pai-Nosso, puxado por Nikolas. Em seguida, Flávio fez uma breve fala. — Vocês estão fazendo história. Vamos virar essa página triste do Brasil, faltam só sete dias para a gente livrar o Brasil do PT, e vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho dele. E eu vou cuidar do Brasil, do povo brasileiro, e o Brasil vai vencer — disse. A maioria do público veste camisas da seleção brasileira e empunha bandeira com o número de urna do candidato do PL. Também se destacam bandeiras que misturam símbolos dos Estados Unidos, do Brasil e de Israel, e vendedores ambulantes oferecem bonés do presidente americano Donald Trump. A organização do ato pediu ao público que abaixasse bandeiras de outros países antes do início dos discursos. "Hoje é a nação brasileira, queria pedir para que bandeiras de outros países fossem recolhidas", disse um membro da organização do carro de som principal.
O Globo