O tal pirarucu da Bavária foi a grande atração do jantar que reuniu o premiado chef brasileiro Kias Burget e Jens Madsen, duas estrelas Michelin, do The Cloud by Käfer, na Alemanha: chegou pelas mãos de outro chef brasileiro, o Caio Benati, que trabalha na Alemanha e trouxe no seu carro o exemplar criado pela 'start up' Arapaima Bavaria, na cidade de Cham, em Oberpfalz, oeste da Bavária.
Peixe e prato não desapotaram: carne clarinha, densa, algo adocicada e sem espinhas, trunfo máximo desse exemplar de matriz amazônica, que se desenvolve em vários tanques de 15 mil litros em águas de 30 graus. Crescem rapidamente e, com as suas características únicas, caíram no gosto de chefs da Alemanha, Leste Europeu e da vizinha Áustria.
O que era um simples experimento, virou um negócio bem sucedido e que conta hoje com o apoio técnico do governo alemão O pirarucu alemão é criado em tanques de 15 mil litros com águas a 30 graus de temperatura em pleno frio da Bavária
Reprodução O feito e tanto é da dupla Benedikt Burger e Dominik Shmaderer, que distribuiu 4 tanques de 15 mil litros cada no subsolo de um supermercado desativo na cidade de Cham.
Foi longe. Hoje a Arapaima Bavaria conta com apoio do governo alemão e seus exemplares são exportados para vários países da Europa.
O peixe cresce em água quentinha e levam de 12 a 14 meses para ganharem o peso ideal. O processo dura em médio 100 dias.
// A start up alemã que já foi um experimento e hoje é realidade, apoiada pelo governo alemão
Divulgação A história é ótima, inédita para mim, e foi uma emoção desfrutar do pirarucu alemão cortado em cubinhos e imerso em um ponzu de tucupi adorável, obra do chef brasiliense, com 17 anos de Viena, Kias Berget que, com o seu Kias, está entre os 44 melhores restaurantes de Viena.
Merece Kias e a sua versão do peixe amazônico "alemão"
Luciana Froes
O Globo