Protestos da França se espalham para a Itália, Portugal e Albânia; Meloni convoca reunião

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Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

Protestos de jovens se espalham por diversos países da Europa, incluindo Itália, Espanha, França, Portugal e Albânia. As manifestações ocorrem contra a insatisfação com o estado das escolas e a crise generalizada do custo de vida.

Na Itália, houve confrontos entre manifestantes e a polícia em Milão, com depredações e saques em estabelecimentos comerciais. Cerca de 70 pessoas foram presas. A primeira-ministra Giorgia Meloni convocou reunião de segurança para discutir a situação.

Na Espanha, ativistas protestaram em setembro contra os preços da habitação. Um aumento de 230% no aluguel de uma idosa de 87 anos, que resultou em seu despejo e morte, desencadeou as mobilizações.

Os manifestantes espanhóis exigem aluguéis mais baixos, o fim dos despejos e a proibição da compra de imóveis por fundos de investimento.

Em Portugal, centenas se reuniram em Lisboa com apelos semelhantes. Os preços da habitação no país aumentaram 124% entre 2015 e 2024, o dobro da média da UE. Na Albânia, os protestos são contra a corrupção, falta de empregos e baixos padrões de educação.

Reivindicações na Península Ibérica e Albânia

Na França, alunos do ensino médio entraram em confronto com a polícia. Os protestos são contra longas jornadas de trabalho, falta de professores, salas de aula precárias e um sistema universitário pouco transparente.

Aos estudantes, outros manifestantes se uniram para expressar insatisfação com o aumento do custo de vida, incluindo os preços dos combustíveis. Isso ocorreu após bombardeamentos dos EUA provocarem o encerramento do Estreito de Ormuz.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das maiores centrais sindicais francesas, apoiou os protestos. A organização reivindica preços mais baixos, pensões mais altas e salários maiores.

Conflitos e Toque de Recolher na França

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, impôs toques de recolher em diversas regiões metropolitanas. A medida visa conter novos distúrbios e saques após um fim de semana de violência em protestos.

Na noite de domingo e madrugada de segunda-feira, grupos de manifestantes incendiaram lixeiras, bicicletas e saquearam estabelecimentos em Paris, Lyon, Marselha e outras cidades. Estes incidentes seguiram episódios de violência no sábado.

Desde o início das manifestações no mês passado, 110 marchas foram realizadas, reunindo entre 550 mil e 800 mil pessoas. Pelo menos 2.400 foram detidas e 997 policiais ficaram feridos. Dois adolescentes sofreram ferimentos graves, com perda de uma das mãos.

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