Promotores pedem pena de morte para ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol

 

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Promotores pediram que o ex-presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, seja condenado à pena de morte caso seja considerado culpado por tentar impor, sem sucesso, a lei marcial em 2024. A informação é da BBC.

Um tribunal de Seul analisou as alegações finais no julgamento de Yoon, acusado de liderar uma insurreição. Yoon negou todas as acusações. Ele argumentou afirmando que a lei marcial foi um ato simbólico para chamar a atenção do público para as irregularidades do partido de oposição.

Em dezembro de 2024, o então presidente da Coreia do Sul tentou instaurar um regime militar. A medida, que durou apenas algumas horas, provocou uma grave crise política no país. Em resposta, o parlamento decidiu por sua destituição, e ele acabou sendo detido para responder judicialmente.

Os promotores sustentam que, mesmo sem mortes durante a tentativa de impor a lei marcial, a conduta de Yoon não pode ser considerada menos violenta, pois sua intenção era clara.

Para reforçar o argumento, chamaram a depor o comandante militar, que afirmou ter recebido ordens diretas de Yoon para prender parlamentares.

Além disso, apresentaram como evidência um memorando elaborado por um dos articuladores da lei marcial, um ex-oficial das Forças Armadas, no qual se sugeria a “eliminação” de centenas de pessoas, entre elas jornalistas, líderes sindicais e legisladores.

O veredito e a eventual sentença de Yoon e dos demais acusados, deve sair em fevereiro.

Yoon está preso há vários meses enquanto responde a diversos processos criminais. No mês passado, o Ministério Público solicitou uma pena de 10 anos de prisão por obstrução da Justiça e outras acusações ligadas à tentativa de instaurar a lei marcial.