Belo Horizonte — A professora Shirley Lourenço, de 64 anos, foi agredida pela mãe de uma aluna dentro de uma escola da rede municipal de ensino, no bairro Mangueiras, no Barreiro, em Belo Horizonte. O caso aconteceu na última sexta-feira (23/10) e foi registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) como lesão corporal.
De acordo com o boletim de ocorrência, a professora estava trabalhando na Escola Municipal de Educação Infantil Mangueiras (EMEI) com as crianças da turma quando a mãe de uma estudante entrou na sala de aula e questionou por que a filha havia chorado. A idade da menina e da mãe não foram reveladas.
A professora perguntou à mulher por que a criança estava chorando e, após isso, segundo o registro policial, a mãe partiu para cima da educadora e deu um soco no rosto dela. Ainda conforme a ocorrência, a mulher segurou a professora pelo braço.
Funcionários da escola precisaram intervir para conter a agressora. Shirley sofreu ferimentos no rosto e no braço em decorrência das agressões.
Em entrevista ao Metrópoles, ela contou que recebeu recomendação médica para ficar afastada por 30 dias, mas optou por uma licença de sete dias, já que entrará de férias em 13 de novembro. Segundo ela, o período será necessário para se recuperar física e emocionalmente da agressão.
“Um tapa no rosto e o meu braço do jeito que está só confirmam a falta de segurança que temos nas escolas”, desabafou. A educadora também cobrou medidas para reforçar a segurança nas unidades de ensino, como a presença da Guarda Municipal e a instalação de câmeras de monitoramento.
O boletim não esclarece o motivo pelo qual a criança estava chorando nem informa se a mãe da aluna foi conduzida à delegacia. A Secretaria Municipal de Educação informa que está ciente da situação e que a direção da escola adotou as providências cabíveis.
“A direção prestou acolhimento às pessoas envolvidas e agendou uma reunião com a responsável pela aluna a fim de esclarecer os fatos e tratar da situação”, disse. A Secretaria reforça que a segurança e o bem-estar dos profissionais e estudantes são prioridades e que acompanha o caso junto à equipe gestora da unidade.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) esclareceu que o crime de lesão corporal leve depende de representação criminal para que seja instaurado o procedimento investigatório correspondente, possibilitando a adoção das medidas legais cabíveis. Dessa forma, orienta-se que a vítima compareça à Delegacia Adida ao Juizado Especial Criminal, no bairro Padre Eustáquio, a fim de manifestar interesse em representar criminalmente.
A reportagem tenta contato com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede) e aguarda um posicionamento.
Metropoles