Procuradora de Israel exige provas sobre suposta fraude eleitoral

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Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

Gali Baharav-Miara diz não ter recebido elementos que sustentem acusações contra partidos árabes; Likud a acusa de obstrução A procuradora-geral de Israel, Gali Baharav-Miara, cobrou nesta terça-feira, 3, que o serviço de segurança interna, o Shin Bet, apresente o andamento de sua investigação sobre supostas irregularidades na eleição legislativa de 27 de outubro.

Segundo ela, nenhuma prova que sustente as acusações de fraude contra os partidos árabes chegou até agora às suas mãos. O pedido veio depois que veículos de imprensa informaram, na noite de terça, que o diretor do Shin Bet, David Zini, aliado próximo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, havia solicitado o interrogatório de líderes das legendas árabes.

A apuração trata de uma suposta fraude no pleito da semana anterior. Em comunicado enviado à imprensa por seu porta-voz, Baharav-Miara defendeu que a lei impõe limites ao poder de investigar: “Em um Estado de Direito, não é possível investigar cidadãos ou autoridades eleitas sem dispor de provas que justifiquem essa medida.

Se o Shin Bet ou qualquer outra autoridade possuir algum elemento de prova que justifique a abertura de uma investigação, fica convidado a apresentá-lo”. Ela acrescentou: “Todos aqueles que precisarem ser interrogados serão, mas ninguém será investigado sem fundamentos probatórios”.

A procuradora também acusou o Shin Bet de não ter encaminhado o material da investigação à equipe especial que atua sob sua supervisão. O Likud, partido de Netanyahu, reagiu em nota e acusou a procuradora de atrapalhar o caso: “Ela continua obstruindo a investigação e encobrindo esse grave caso de manipulação do processo eleitoral por parte de agentes estrangeiros”.

Os partidos árabes conquistaram 19 das 120 cadeiras do Parlamento na votação de 27 de outubro. O desempenho foi impulsionado pela insatisfação da comunidade com a retórica do governo Netanyahu.

Os árabes israelenses descendem de palestinos que permaneceram no território após a criação de Israel, em 1948. Eles representam cerca de 20% da população do país.

Netanyahu afirma que essas legendas “apoiam o terrorismo e negam a existência do Estado judeu”. Os líderes dos partidos foram unânimes em condenar o ataque do Hamas em 2023, mas não classificaram o grupo como terrorista.

Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
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