Problemas na biometria: mais de 8,6 milhões votaram sem a digital no 2º turno; em SC, quase 358 mil

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Fonte da notícia: Jornal Razão Jornal Razão

Mais de 8,6 milhões de eleitores com biometria cadastrada foram liberados para votar sem a digital no 2º turno das eleições de 2026, realizado no domingo (25). Conforme os dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram 8.632.488 pessoas, o equivalente a 6,73% dos 128.236.074 eleitores que compareceram às urnas.

Em Santa Catarina, 357.632 eleitores votaram nessa situação, 7,51% dos 4.762.303 catarinenses que foram às seções. A proporção coloca o estado em quarto lugar no país, atrás do Piauí (9%), do Rio Grande do Sul (8,45%) e do Rio Grande do Norte (8,1%).

Os números estão nos boletins de urna do 2º turno, publicados pelo TSE no Portal de Dados Abertos. Cada boletim informa quantos eleitores com biometria cadastrada não foram habilitados por meio dela naquela seção.

O levantamento do Jornal Razão somou os 499.205 boletins do país e do exterior. A soma dos votos nos mesmos arquivos confere com o resultado oficial divulgado pelo tribunal.

Em números absolutos, São Paulo lidera, com 1.632.098 eleitores habilitados sem a digital, 5,96% do comparecimento no estado. Depois vêm Minas Gerais (887.910), Rio de Janeiro (750.301) e Bahia (702.255).

As menores proporções ficaram em Roraima (4,1%), no Distrito Federal (4,5%) e no Amapá (4,58%). Segundo o TSE, antes de liberar a urna o mesário confere o documento oficial com foto, localiza o cadastro pelo CPF ou pelo número do título e compara o eleitor com a fotografia que aparece na tela do terminal.

Só então o eleitor põe o dedo no leitor. Se a digital é reconhecida, a urna é liberada automaticamente.

Quando o leitor não reconhece a digital, o mesário pode refazer a conferência dos documentos e fazer até quatro tentativas de leitura. Se a falha continua, a liberação ocorre pelo ano de nascimento, informado pelo próprio eleitor.

O voto só é autorizado se o dado coincidir com o cadastro eleitoral. Nesses casos, o eleitor assina o caderno de votação e o mesário registra a própria digital no terminal para autorizar a liberação.

A urna também grava a imagem da última digital apresentada pelo eleitor. Os dois registros são transmitidos ao TSE no fim da votação e, segundo o tribunal, permitem identificar quem encostou o dedo no leitor e qual mesário liberou a urna em caso de contestação.

Qualquer ocorrência fora do padrão é anotada na ata da mesa receptora. O TSE afirma que a forma de identificação do eleitor não altera o registro do voto na urna eletrônica.

O total caiu em relação à última eleição geral. No 2º turno de 2022, os boletins de urna registraram 10.011.347 eleitores com biometria habilitados sem a digital, 8,06% do comparecimento.

Em Santa Catarina, foram 387.944, ou 8,54% de quem votou no estado. A conta não inclui quem não tem biometria cadastrada.

Esses eleitores votam com a apresentação do documento e a confirmação dos dados na seção. Segundo o TSE, 141,3 milhões de eleitores tinham a biometria cadastrada para as eleições de 2026, 89,01% do eleitorado de 158,7 milhões.

Os boletins de urna dos dois turnos seguem disponíveis para consulta pública no Portal de Dados Abertos do TSE, com os números de cada seção eleitoral do país. © Jornal Razão.

Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/biometria-milhoes-votaram-sem-digital-segundo-turno-tse

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