TV BRICS – O potencial tecnológico, científico e educacional da República do Bascortostão, na Rússia, será apresentado ao público internacional por meio da TV BRICS, em parceria com a Universidade de Ciência e Tecnologia de Ufa. Nesta terça-feira (27), a instituição firmou um acordo de cooperação com a rede de mídia.
O documento foi assinado pelo reitor da universidade, Vadim Zakharov, doutor em Ciências Químicas e professor, e pela diretora-geral e editora-chefe da TV BRICS, Janna Tolstikova. A parceria tem como objetivo promover o diálogo profissional entre os países do BRICS+ nas áreas de ciência, inovação e ensino superior, além de fortalecer o prestígio internacional da Rússia.
A cooperação com a rede de mídia TV BRICS dará à Universidade de Ciência e Tecnologia a oportunidade de apresentar seus programas educacionais, desenvolvimentos científicos e projetos inovadores ao público internacional. Isso contribuirá diretamente para ampliar a visibilidade da universidade e fortalecer sua reputação como centro de tecnologias avançadas.
Em conjunto com a TV BRICS, a Universidade de Ufa continuará a promover a mobilidade acadêmica, por meio de estágios para estudantes e professores, cursos on-line e escolas de verão. Também organizará projetos científicos conjuntos e programas educacionais com universidades dos países do BRICS, além de participar de conferências e simpósios internacionais.
Em parceria com a TV BRICS, que é um instrumento de diplomacia midiática, trabalharemos para construir um espaço informativo comum e estamos prontos para contribuir com a promoção de uma agenda positiva do grupo BRICS. Estou certo de que nossa cooperação contribuirá para aprofundar os laços humanitários, promover a compreensão mútua e desenvolver relações duradouras e frutíferas entre diferentes países.
Vadim Zakharov Reitor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Ufa
A Universidade de Ciência e Tecnologia de Ufa foi criada em 1º de novembro de 2022 a partir da fusão da Universidade Estadual de Bashkir e na Universidade Técnica Estatal de Aviação de Ufa. Atualmente, a instituição é um centro inovador de competências em áreas como ciência dos materiais, engenharia mecânica, tecnologias de fundição e manufatura aditiva, engenharia de motores, aviônica, eletromecânica, robótica, química digital e verde, geofísica, genética, radiofotônica e nanoeletrônica.
Sua estrutura compreende 16 faculdades e institutos, além de seis unidades em Birsk, Ishimbai, Kumertau, Neftekamsk, Sibai e Sterlitamak. Foto: Universidade de Ciência e Tecnologia de Ufa
A universidade oferece formação em 150 áreas de graduação, mestrado e especialização, distribuídas por mais de 700 programas educacionais nas áreas de humanidades, ciências naturais e ciências técnicas. É uma das maiores instituições de ensino superior da Rússia em número de estudantes, com mais de 53 mil alunos provenientes de 60 países.
A universidade também mantém mais de 20 programas de intercâmbio estudantil e de dupla diplomação com parceiros estrangeiros. A instituição conta ainda com 18 conselhos de defesa de teses, que abrangem 26 especialidades científicas e nove áreas do conhecimento.
Participa do Consórcio de Universidades Aeroespaciais da Rússia, do Consórcio de Universidades e Organizações Científicas do Centro Científico e Educacional da Eurásia, do Consórcio Universidade em Rede Rússia-África, da Associação de Universidades Asiáticas, da Associação Eurasiática de Universidades, da Associação de Universidades Técnicas da Rússia e da China, do Consórcio NEDRA e do Consórcio de Pesquisadores de Grandes Dados, além de outras organizações.
O reitor Vadim Zakharov ressaltou que a Universidade de Ufa mantém relações duradouras e frutíferas com instituições de ensino superior dos países membros e parceiros do BRICS. A universidade estabeleceu parcerias com 20 importantes instituições chinesas e criou um instituto conjunto com a Universidade de Changzhou.
Também foram firmados 15 acordos com institutos iranianos. A Cátedra UNESCO Geoparques e Territórios de Desenvolvimento Sustentável, vinculada à universidade, desenvolve um amplo trabalho em parceria com importantes empresas de proteção ambiental da Malásia.
Estudantes e jovens pesquisadores do Bascortostão também realizam regularmente estágios na China, no Irã, nos Emirados Árabes Unidos e na Indonésia. Foto: TV BRICS
A diretora-geral da TV BRICS, Janna Tolstikova, agradeceu à reitoria da Universidade de Ciência e Tecnologia de Ufa pela iniciativa de estabelecer a parceria e manifestou confiança no desenvolvimento de uma cooperação produtiva. Segundo ela, os projetos científicos e práticos de uma das universidades mais jovens da Rússia, que combina inovação com tradições acadêmicas centenárias, são relevantes e despertam o interesse do público internacional, especialmente da comunidade profissional.
Ao ampliar sua rede de parceiros nas áreas de ciência e ensino superior, a TV BRICS contribui para a formação de um espaço educacional comum. Entre as iniciativas estão estudos analíticos concebidos para servir como plataforma aberta de apresentação das experiências e dos conhecimentos especializados das universidades parceiras da rede nos países do BRICS+; projetos midiáticos internacionais, como a série sobre ciência e tecnologia Laboratorium; conferências especializadas; sessões estratégicas que reúnem representantes da comunidade acadêmica, do setor empresarial e do poder público; teleconferências educativas internacionais; e centros de mídia setoriais.
Mais de 30 instituições do Brasil, Vietnã, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Etiópia, Cuba e Nepal são parceiras da TV BRICS nas áreas de ciência e ensino superior. Entre elas estão centros internacionais de pesquisa e membros da Universidade em Rede do BRICS.
Somente ao longo do último ano, passaram a integrar a cooperação especializada com a rede de mídia o Instituto de Pesquisa em Alta Tecnologia Tan Kah Kee (China), o Instituto Unido de Pesquisas Nucleares (Rússia), o Centro Internacional de Competências em Educação em Engenharia de Mineração sob os auspícios da UNESCO, sediado na Universidade de Mineração de São Petersburgo da Imperatriz Catarina II (Rússia), e o Instituto de Engenheiros em Eletrônica e Telecomunicações (Índia).
Brasil 247