Primo de Flávio e Eduardo, Léo Índio anuncia luta contra argentino com ingresso a R$ 106 e influencer na plateia

Primo de Flávio e Eduardo, Léo Índio anuncia luta contra argentino com ingresso a R$ 106 e influencer na plateia - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, compartilhou postagem nas redes sociais na qual anuncia participação em uma luta no próximo dia 29. O evento organizado pela empresa Loop Strema colocará, segundo o post, o bolsonarista frente à frente com o argentino Blas Jabornisky.

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O post de divulgação utiliza a imagem de um abraço de Leo Índio com Bolsonaro. Segundo a publicação, o evento será marcado por "lutas, personalidades do streming, shows ao vivo e muitas surpresas".

Também houve o anúncio da participação de Juliana "Furia" Scaglione, ex-participante do Big Brother argentino, como "convidada especial". O valor dos ingressos varia entre R$ 35,50 e R$ 106,70.

Leo Índio é sobrinho de Rogéria Nantes, ex-esposa de Bolsonaro e mãe dos três filhos mais velhos do ex-presidente: Flávio, Carlos e Eduardo. Em 2024, ele chegou a concorrer ao cargo de vereador em Cascavel (PR) com o nome "Léo Bolsonaro" na urna, mas ficou como suplente.

Réu pela suposta participação nos atos golpistas do 8 de janeiro, Leo Índio foi para a Argentina, em meio ao avanço das investigações. Em abril de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva do aliado de Bolsonaro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou Leo Índio de cinco crimes: golpe de estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Em resposta à denúncia apresentada no processo, a defesa de Leo Índio disse que ele "não participou de qualquer ato de invasão ou depredação de patrimônio público, estando presente apenas em uma manifestação pacífica, a qual evoluiu para um tumulto inesperado".

Na denúncia, a PGR alega que Leo Índio "registrou e divulgou na internet imagens em frente ao Congresso Nacional, no momento em que participava dos atos de invasão e depredação às sedes dos Três Poderes". Além disso, afirma que ele "também esteve envolvido em outras atividades de cunho antidemocrático, dentre elas as manifestações ocorridas em acampamentos erguidos após as eleições presidenciais de 2022, em frente a unidades militares".

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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