Rio Grande do Sul será o estado mais afetado, onde chuvas já começam a partir de quinta-feira (27)Foto: Alex Rocha/PMPA Segundo a MetSul Metereologia, o primeiro Complexo Convectivo de Mesoescala da primavera se formou entre o Nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul entre a madrugada e a manhã desta quarta-feira (04).
Esse fenômeno meteorológico consiste em um conjunto gigante e organizado de várias tempestades reunidas, comum nas estações mais quentes devido à combinação de ar quente e muita umidade.No Rio Grande do Sul, o CCM trouxe chuvas muito fortes, grande quantidade de raios e temporais com fortes rajadas de vento e queda de granizo.O impacto mais intenso ocorreu na Metade Norte do estado, como o Alto Jacuí e do Planalto Médio, onde os acumulados de chuva chegaram atingir 100 mm, e entre 150 mm e 200 mm em algumas outras cidades até o meio da manhã.O monitoramento por satélite captou tempestades severas no Noroeste do Rio Grande do Sul.
O topo das nuvens chegou a -90 ºC, confirmando seu grande desenvolvimento vertical.Os Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs) são estruturas de tempestades de grande porte, que resultam da organização de múltiplas células de chuva.Já uma tempestade isolada atua de forma pontual e individual, o CCM chama a atenção por sua proporção abundante e abrangência territorial, chegando a dezenas de milhares de quilômetros quadrados com um desenho circular nas capturas de satélite.A diferença é que a tempestade comum é rápida e localizada.
O complexo junta nuvens altíssimas e carregadas, despejando chuva intensa, muitos raios e vendavais que deixam estragos por onde passam.
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