247 – Às vésperas da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem(, marcada para os dias 8 e 15 de novembro, a expectativa de estudantes em todo o país se volta para a distribuição dos conteúdos na avaliação. O diretor-geral da Parceiros da Educação, Caetano Siqueira, analisou o histórico das últimas cinco edições do teste e apontou à CNN Brasil quais matérias devem figurar entre as exigências das próximas provas.
O especialista observou uma base clara de preferência por área. Em Linguagens, os pontos centrais foram a variação linguística e a interpretação textual.
A prova de Matemática concentrou-se em geometria, estatística, além de razão e proporção. No segmento de Ciências da Natureza, os destaques ficaram com química orgânica, eletrodinâmica e ecologia.
Já em Ciências Humanas, a cobrança se voltou ao estudo de cidadania, urbanização e aos períodos do Brasil Império e República. Ao mesmo tempo, a banca do exame alterou o padrão das questões.
Tópicos como botânica tradicional, fórmulas decoradas, datas históricas e a gramática normativa pura perderam espaço. “Em contrapartida, ganharam uma força gigantesca os temas de emergência climática, transição energética, biotecnologia e os impactos do mundo digital e da inteligência artificial na sociedade”, aponta Siqueira.
De acordo com o diretor, o formato da prova se fixou em um modelo altamente interdisciplinar e contextualizado. Em vez de apenas testar a memorização prévia do conteúdo trabalhado nas salas de aula ou nos cursos preparatórios, o exame cobra a aplicação prática dos conceitos com foco no raciocínio crítico e na leitura ágil.
Em relação às tendências para os próximos testes, Caetano Siqueira destaca que a avaliação costuma evitar embates de cunho político-partidário, direcionando suas abordagens ao que está fundamentado nos Direitos Humanos e na Constituição. “O mais provável para este ano é a presença de temas como governança ambiental, ética na inteligência artificial, envelhecimento da população brasileira e políticas de combate às desigualdades sociais”, aposta o diretor.
Atualmente, as provas simuladas têm dado relevância às transformações no mercado de trabalho impulsionadas pela inteligência artificial, bem como a eventos climáticos extremos e matrizes energéticas. No campo das exatas, a análise de dados e a matemática financeira mantêm presença expressiva, enquanto os itens de biologia priorizam biotecnologia, imunologia e saúde pública.
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